Vítima de fraude, menina de 2 anos fica com o nome sujo no SPC e Serasa

A menina A.C.R.S. , de apenas 2 anos, ficou sete meses com o nome sujo nos serviços de proteção ao crédito – SPC e Serasa, no Rio de Janeiro, após ser apontada pela Vivo como dona de uma linha de celular com dívidas.

A mãe da criança, que é a técnica em enfermagem Camila, 21, que havia se mudado com a filha para a casa dos pais após perder o marido policial militar assassinado, descobriu que a criança estava com o nome sujo quando retornou à antiga residência, há cerca de um mês, devido a correspondências enviadas em nome da filha.

A menina era titular de um celular da Vivo e, segundo as cartas, teria deixado de pagar as faturas de março, abril e maio deste ano. No total, a dívida somava R$ 80,70. A empresa tinha o cadastro completo da criança, com nome, CPF e endereço.

O estelionatário mudou apenas o ano de nascimento de A.C.: de 2010 para 1983. A pequena tem CPF desde o primeiro mês de vida por exigência do plano de saúde.

“Fiquei muito assustada porque você nunca imagina que sua filha vai ficar com o nome sujo. Aí juntou tudo com a morte do meu marido e fiquei ainda mais abalada”, disse a técnica de enfermagem.

A mãe diz que o nome da filha só saiu da lista de devedores na última terça-feira (23), depois que a história foi divulgada pelo jornal carioca “Extra”. O advogado da família, João de Barros, ingressou ontem com ação judicial contra a operadora pedindo reparação por danos morais.
Contraponto

A Vivo informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que “tomou as providências necessárias assim que concluiu que realmente era um caso de utilização indevida de dados”.

Segundo a empresa, “a Vivo também foi vítima porque chegaram lá com documentos adulterados”.

Espaço Vital

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