TAPERA – Tecnologia e alienação social é tema de trabalho escolar

Até que ponto o acesso às novas tecnologias é saudável na vida dos adolescentes? A discussão foi promovida pela turma 301 da escola Dionísio Lothário Chassot na manhã desta quarta-feira, 09/07, quando os estudantes vestiram roupas pretas e ficaram por 30 minutos conectados apenas a seus aparelhos celulares, smartphones e notebooks, simulando uma vitrine-viva.

Durante o intervalo das aulas, a vitrine-viva procurou impactar a comunidade escolar demonstrando que o jovem está restringindo sua comunicação e ficando alienado. Alguns passavam e olhavam, talvez sem entender a proposta. Outros observavam a reação dos estudantes distribuídos aleatoriamente pela escola. O curioso foi observar que poucos perceberam os colegas vestidos de preto, pois a maioria dos jovens estava conectada a alguma rede social ou em um grupo de bate papo do WhatsApp.

Para a professora Márcia Mattei Kümpel, que propôs a atividade ao grupo, o resultado foi bastante positivo: “acredito que meus alunos não tiveram nenhuma dificuldade em representar a proposta sobre Tecnologia, uma vez que costumam estar sempre conectados à internet, fazendo uso de redes sociais para se comunicar, enquanto a oralidade fica em desuso. Além disso, percebi neles um grande desejo de mostrar aos colegas o que estamos discutindo em sala de aula há mais de um mês, nas aulas de Língua Portuguesa e Redação: a Alienação que a conexão ilimitada pode causar nas pessoas”, comentou.

O projeto “Tecnologia e Alienação Social” foi um desafio sugerido durante os estudos do Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio, no caderno II, que versa sobre Tecnologia e seu uso em sala de aula. A atividade também esteve inserida no cronograma de ações do programa A União Faz a Vida.

(Michelle Corazza – Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Tapera)

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