TAPERA – Taperenses recebem título de Cidadão Honorário

Na noite de sexta-feira, 31/10, os taperenses Agnello Arcídio Maldaner e Benvindo Luiz Corazza receberam uma homenagem dos poderes Executivo e Legislativo do município de Tapera, pelos diversos serviços prestados à comunidade. A solenidade aconteceu no Quiosque da Praça e contou com a presença de autoridades, familiares, amigos, imprensa e comunidade em geral. As placas de Cidadão Honorário foram entregues pelo prefeito Ireneu Orth ao senhor Agnello, e pelo presidente da Câmara Municipal de Vereadores, João Roque Simon, para Benvindo.

Orth ressaltou que Tapera não poderia deixar de homenagear essas duas pessoas que realizaram um grande e destacado trabalho pelo município: “ambos tiveram uma vida dedicada à cultura e ao desenvolvimento de nossa cidade”, comentou Orth. Para o presidente da Câmara, a solenidade é uma singela homenagem a quem tanto fez pelo município de Tapera.

Ainda na oportunidade, familiares se prenunciaram. Elizabeth e Délcia Maldaner comentaram sobre as semelhanças na trajetória de vida dos dois homenageados, destacando a construção de uma família unida e nos bons exemplos passados aos filhos. José Airton Corazza agradeceu aos poderes Executivo e Legislativo pelo reconhecimento, em vida, das atividades realizadas ao longo dos anos: “permitir que eles, os homenageados, tenham conhecimento do quanto sua contribuição para com o município foi importante é muito valioso. Que bom que eles estão vivenciando esse momento”, declarou.

A Banda Municipal Aurora também prestou sua homenagem, com entrega de uma placa ao integrante Agnello e interpretação de músicas. Os corais 8 de Maio e Os Brunos também participaram da emocionante solenidade.

Históricos montados pelas famílias dos homenageados:

Agnello Arcídio Maldaner nasceu em Linha Teutônia – Tapera, no dia 09 de março de 1929. Filho mais novo entre nove irmãos do casal Luiz e Elisabetha Maldaner, era chamado de Pupi por familiares e amigos. Estudou até a terceira série, sendo o 1º ano em Alemão e o segundo e terceiro ano em Português.

Trabalhou desde muito jovem na agricultura, permanecendo até seus 22 anos, quando transferiu-se para as atividades do comércio, iniciando como vendedor, comprador e também motorista de caminhão, recolhendo produtos na colônia de toda região para abastecer a loja em Linha Teutônia, e o restante para o comércio das cidades de Carazinho, Passo Fundo, Marau, Encantado, Lajeado, entre outras.

Namorou com Helena Mocelim por três anos, gringa bonita, filha de Madalena, que era amiga de sua mãe Elisabetha, o que foi motivo de felicidade para seu pai Luiz, pois teria uma italiana na família para lhe fazer polenta. Casou-se em 26 de janeiro de 1952, iniciando assim uma família de cinco filhos: Liane Maria, Maria Nazarena, Délcia, Darci Paulo e Elizabeth. Tem seis netos: Cassiano Corazza, Cláudia Helena Corazza, Carolina Corazza, Andrezza Maldaner, Johann Maldaner e Vitória Helena Maldaner.

Tornou-se sócio da empresa Schneider Irmãos e Cia Ltda no ano de 1955.

A família residiu em Linha Teutônia – Tapera até 15 de novembro de 1966, onde foi presidente da comunidade católica da capela São José e conselheiro do Esporte Clube Internacional. Transferiu-se para a sede do município, onde a empresa abria uma filial, um armazém de secos e molhados. A partir de 1972 adquire a filial e passa a ser o proprietário.

Já na primeira semana em Tapera, foi ensaiar com o Coral da Igreja Católica, atividade que já vinha exercendo desde os 12 anos na Capela São José. Cantou no Coral da Comunidade Católica da Capela de São Rafael em torno de 15 anos. Também participou do coral Ondina Landin Cardoso, em Espumoso, durante 10 anos, o que, em 1996, lhe rendeu uma homenagem e certificado da Câmara Municipal de Vereadores de Espumoso por sua dedicação e contribuição ao Canto Coral daquele município.

Recebeu da confederação Alemã de Coros “Deutcher Sängerbunf” três medalhas: de 25, 50 e 70 anos, como reconhecimento pela dedicação e empenho ao canto coral.

No ano de 1979, Agnello passou a integrar a banda Municipal Aurora, tocando inicialmente Bombardino e, após a transferência do padre Tenário Seibel a Passo Fundo, passou a tocar Tuba.

Na comunidade taperense foi participativo: presidente, festeiro por duas vezes e por três vezes noveneiro da paróquia Nossa Senhora da Pompéia. Presidente e tesoureiro do Coral 8 de Maio. Presidente e tesoureiro da Banda Municipal Aurora. Primeiro presidente do CPM da Escola Estadual de 2º Grau Nossa Senhora Imaculada. Participante do Encontro e Reencontro do ECC – Encontro de Casais com Cristo, auxiliando por vários anos na realização de novos encontros em Tapera e reencontros em Passo Fundo. Nos anos 70, coordenava a copa nos jogos de futebol no campo do América.

Em 1972 passa a ser ministro da Igreja Católica em nossa paróquia, o que o levou a voltar a sala de aula nos anos de 1973 e 1974 para o Curso de Extensão Cultural sobre Atualização Teológica – Bíblica e Pastoral pela Faculdade de Educação da UPF.

Participou de curso de “Reciclagem para Regentes Coralistas” em Espumoso com o maestro Adroaldo Cauduro.

Em 2011, participou da criação do Coral Alemão “Os Brunos” em nosso município. Da mesma forma, continua até hoje cantando nesse coral e no 8 de Maio, com sua voz característica que encanta quem aprecia o canto coral.

Trabalhou por vários anos na Administração Municipal, sendo responsável pela organização, limpeza, plantio de flores e árvores no sistema viário, praças e parques da nossa cidade.

Marido, pai, avô, trabalhador, pessoa simples e dotado de um coração generoso. Homem dedicado à família e às caudas da sua comunidade. Não media esforços para auxiliar no desenvolvimento e crescimento de uma sociedade mais justa, mais humana e mais solidária. Homem honesto, de caráter inquestionável, sempre primou pela harmonia familiar e pelo respeito, virtudes presentes em seu cotidiano. Deixa como legado aos seus filhos e netos que o empenho e a luta pela educação, cultura e religiosidade, e principalmente o diálogo e a união da família, valem a pena para a construção de um mundo melhor para se viver.

Benvindo Luiz Corazza, filho de Benjamin e Maria Corazza, nasceu em Linha São Luiz, município de Tapera, no dia 05 de agosto de 1930.

Sua escolarização começou em março de 1939 e se estendeu por modestos 3 anos, durante os quais foi alfabetizado e aprendeu os conceitos de matemática conforme o costume daquela época nas famílias de agricultores daquela região.
A educação prática para a vida lhe foi ministrada pelos pais que lhe ensinaram a tratar os outros com respeito e dentro dos mais rigorosos princípios de honestidade, amor ao trabalho, bem como a participar ativamente das atividades comunitárias da região.

Em 1949, prestou serviço militar onde procurou aprofundar seus conhecimentos, fazendo curso de cabo e sargento do Exército Brasileiro, do qual deu baixa em 1950.

Em 1954, fundou sua própria família, casando-se com Ilói Junges, com quem teve três filhos: José Airton, Maria Cristina e Luiz Roberto, todos moradores de Tapera e que matem uma estreita convivência com seus pais, dando um belo exemplo de família unida e feliz.

Vida Profissional: Mesmo antes de prestar o serviço militar, Benvindo escolhe como sua profissão a de carpinteiro. Seu mestre foi seu irmão mais velho Ivo, com que trabalhou inicialmente como aprendiz, tornando-se, com o passar dos tempos, contra-mestre, e assumindo mais tarde a profissão. Sua função era principalmente fazer a parte de madeira de prédios e casas que começavam a ser construídas em Tapera e nos municípios vizinhos.

Nesta época, foram construídas, sob sua orientação, as chamadas Brizoletas, escolas construídas em convênio entre Estado e Município.

Mais tarde, Benvindo passou a trabalhar diretamente para a Prefeitura Municipal, tendo a seu cargo a manutenção dos prédios da municipalidade, bem como a construção de eventuais prédios novos, o que lhe exigia uma contínua atualização profissional, especialmente com obras de alvenaria.

Em todos esses trabalhos, Benvindo se destacava por ser, não o mestre de obras, mas o executor das obras, porque ele tomava a frente e dava início aos trabalhos.

Esta sua disposição fez com que ele conquistasse respeito e admiração de todos os seus subordinados.

Vida Social: Seguindo os ensinamentos e exemplos de seus pais, Benvindo sempre colaborou com as iniciativas sociais de sua comunidade, mesmo em suas atividades profissionais. Houve muitas obras em que a sua colaboração foi muito além do que a do simples profissional remunerado.

Ajudou na construção do Clube Aliança e ao mesmo tempo na fundação do Grêmio esportivo América. Na construção do Seminário Sagrado Coração de Jesus e no Lar do Idoso.

Nas atividades totalmente independente de sua profissão, Benvindo teve participação no canto coral, que era sua paixão. Tanto que aos 15 anos de idade já participara do coral da Igreja Matriz, quando os regentes eram Antônio Libório Bervian e depois Inácio Junges.

Neste coral, embora com denominações diferentes, ele participou por cerca de 40 anos.

Na época em que o coral recebeu a denominação de Coral 8 de Maio, ele foi seu presidente por 25 anos, dedicando-lhe grande parte de suas folgas profissionais.

É que na época Tapera já havia recebido o título de Cidade Cultura, e o coral 8 de Maio, por ser uma entidade cultural, teve aumentada a sua importância, levando o nome de Tapera e vários municípios, participando inclusive de duas apresentações no Natal Luz de Gramado.

Para concluir, entendemos que suas atividades comunitárias, o cidadão acima qualificado, é mais um doa muitos taperenses que dignificaram a nossa história e das quais gerações futuras terão muito do que se orgulhar.

(Michelle Corazza – Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Tapera)

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