TAPERA – Lavoura de soja preocupa

A sequência de dias sem chuvas, com forte calor e baixa umidade do ar tem trazido preocupações aos sojicultores da região, especialmente aqueles que realizaram plantio cedo de variedades precoces, cujas lavouras já estão no estádio de enchimento de grãos.

Conforme o engenheiro agrônomo da Comercial Bortolan Gustavo Comin, as condições climáticas permitiram ao produtor o plantio antecipado, ainda que dentro do período de zoneamento, com variedades de ciclo mais curto. A grande maioria das áreas, porém, estão no período de floração e um percentual menor de lavouras implantadas no final de novembro se encontram no final do ciclo vegetativo.

As lavoras em fase de formação de grãos são as que mais sentem a falta de umidade no solo, pois é exatamente o período em que as plantas mais consomem água. As consequências são o aborto de vagens e perda de área folhar do baixeiro, acusando, portanto, menor produtividade pelo fato de que mesmo com a volta das chuvas, estas plantas não recuperam as vagens perdidas.

As áreas no período de formação do “canivete” (estádio fenológico R3), estão com dificuldades de desenvolvimento. O agravante nestes casos é que as plantas tiveram chuvas em abundância no inicio do ciclo vegetativo, o que favoreceu a criação de grande massa folhar, com raízes de pouca profundidade em parte pelos altos índices pluviométricos de dezembro e começo de janeiro e em partes pela compactação do solo, também ocasionados pelas chuvas. Estas lavouras têm potencial de recuperação com a volta da umidade.

Segundo Comin as áreas mais estruturadas, com níveis de fertilidade adequados e raízes mais profundas estão resistindo mais a estiagem. Ele recomenda cuidado com a sanidade das plantas após o retorno das chuvas.

(Paulo Santos – Jornalista)

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