Supermercado Regional entrega premiação da Promoção do Dia das Mães

TAPERA – O Supermercado Regional realizou no último sábado (12) a entrega dos prêmios aos ganhadores da Promoção do Dia das Mães. Os participantes deveria enviar uma carta ao Regional falando sobre o qu quisesse abordar. As melhores cartas receberiam cestas de produtos. Os ganhadores foram: Andréia Matos da Rosa, Angélica da Silva, Marlise da Silva Pereira e Márcia Moraes.

As cartinhas vencedoras:

“Tapera, 08 de abril de 2012.

Se eu parasse para contar todas as situações que ficaram marcadas na minha vida na qualidade de mãe, com certeza seria diversas, mas o que mais marcou a minha vida foi à emoção que senti, chorei muito e agradeci a Deus… E lembro-me de agradecê-lo e serei grata o resto da minha vida, dois anos após o nascimento do meu filho Eliezer Mateus vivi na expectativa esperando somente em Deus, sendo eu portadora do SIDA temia que meu filho fosse também portador do mesmo, mas Deus é poderoso e ouve o aflito e desesperado com 1 ano e 5 meses meu filhinho fez o exame que nos daria a prova que Deus realmente existe, e é por este motivo que escrevo para aquele que estiver lendo esta cartinha saiba que Deus nos ouve e Deus nos ama, quando tomei o resultado do exame em minhas mãos eu temia abri-lo, olhava para o rosto do meu filhinho e doía dentro de mim e pensava qual seria minha reação tal fosse o resultado, orei ao senhor e naquele momento lembrei que o nome que dei ao meu filho Eliezer significa “Deus é o nosso socorro” e tomei coragem e abri o envelope isto lá na cidade de Passo Fundo e para glória de Deus o resultado foi “não reagente” então agradeci a Deus, e hoje sei que Deus me escolheu como mãe para amar meus filhos Eliezer e Carlos Eduardo por toda minha vida.

Andréia Matos da Rosa

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“Tapera, 11 de maio de 2012.

Meu nome é Marlise, sou mãe de 3 filhos, Ana Cláudia – 16 anos, João Eduardo – 12 anos e Estevam – 1ano e 10 meses, já tive vários momentos emocionantes com meus filhos, mas sempre tem um que marca mais e com certeza foi o nascimento de meu filho Estevam (é uma longa história). O Estevam nasceu de 7 meses, onde tudo foi muito complicado, fiquei no hospital de Tapera por 10 dias sem poder comer e praticamente sem dormir pois tinha muita dor. Às vezes penso e não consigo entender. Eu sabia que aquele anjo que estava dentro de mi já não mais se movimentava e a angustia de uma MÃE desesperada era cada vez maior, pois mesmo não conhecendo ele, eu o AMAVA e pensava como eu iria viver sem conhecê-lo. Em meus pensamentos eu tinha pena, eu tinha dó do meu bebê, sabendo que eu estava ali juntinho, ele estava dentro de mim e nada podia fazer. E mesmo mal, eu não esquecia 1 minuto sequer os outros 2 filho, sempre pedia para meus familiares cuidarem bem deles, pois eu não queria que faltasse nada a eles.

Então após 10 dias fui encaminhada para o hospital de Carazinho, onde fiz vários exames e o médico constatou que eu tinha uma infecção muito grande no útero, pois eu estava o bebê nem se movimentava mais. Então o médico veio e disse para mim, o Cláudio e minha irmã: “Vamos ter que levar ela para um lugar onde tem UTI vaga, pois vamos tentar salva-la”, então perguntei: “E o neném doutor vai se salvar?” Ele disse: “Vamos tentar salvar a sua vida, pois o bebê não tem nenhuma chance”.

Naquela hora o coração de mãe falou mais alto chorei muito, pois ter meu filho dentro de mim e não poder salva-lo. “É muito triste”. Então pedi para Deus me ajudar, pois eu não queria perder ele e nem deixar os outros nas mãos de outras pessoas sem poder cria-los e dar AMOR e CARINHO que só uma mãe sabe dar. Então entreguei tudo nas mãos de Deus, pois dentro de mim, bem lá no fundo eu tinha esperança que tudo iria dar certo “Deus estava comigo”.

Fui levada para Bento Gonsalves, fiz uma cesária de emergência e o bebê nasceu com muito sofrimento, com parada cardiorrespiratória, eu estava acordada e vi ele pequenino e nem chorou, então pensei “o pior aconteceu”, mas como disse lá no fundo tinha uma força que me ajudava. Após me levaram para a UTI, onde fiquei 10 dias. Meu marido ficou lá todo o tempo, ele me falou que o bebê estava vivo e na UTI, então aquela força que eu tinha de viver aumentou mais.

Vi meu bebê quando ele tinha 11 dias, foi muito emocionante, ver ele tão pequeninho, cheio de aparelhos, só quem é mãe sabe o que é isso (lágrimas), poder toca-lo, saber que ele estava ali “bem”. Com pensamento positivo eu pedia para Deus e os médicos me ajudarem, para que tudo desse certo, pois eu já não saberia como seria minha vida sem o Estevam.

Eu quase morria de saudades da Ana e do João, os vi um mês depois. Fiquei 30 dias internada, ia ver ele de 2 em 2 horas na UTI, me levavam de cadeira de rodas. Cada dia que passava eu tinha mais força e mais esperança, pois ele nasceu com 1 kg e pegou toda a infecção que eu tinha, a situação era delicada. Eu queria muito pegar ele no colo, mas só era possível quando ele pesasse 1,8kg.

Quando ele tinha um mês ele teve um problema e parou de respirar. Colocaram todos os aparelhos e a doutora disse que era muito grave. Chorei tanto, pois estava lá no momento. Ele podia morrer a qualquer instante. Ali estava só eu e Deus, e eu entreguei a vida de Estevam a Ele.

A partir dali começou a dar tudo certo, ele saiu da UTI com dois meses e 2kg. Estava bem. Voltamos para casa, fiz várias promessas, paguei todas com muita fé, pois Deus me ajudou e andou comigo na hora que mais precisei.

E a lição que tirei de tudo isso é que “Mãe é Mãe” e que minha vida e meus filhos. Dou a vida por eles, vou protegê-los, sempre estarei de braços abertos para ajuda-los. E que nenhuma mãe perca a esperança, como eu não perdi e estou ai para cuidar dos meus três filhos.

Eu sempre dizia que ia trazer ele do jeito que ele fosse, pois disseram que ficaria com sequelas e garças a Deus está aqui com nós, lindo e saudável. Junto de nós.

Por que Mãe que é Mãe nunca abandona seus filhos.

Marlise da Silva Pereira

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“Oi gente! Meu nome é Angélica da Silva, tenho 24 anos, sou dona de casa, tenho três filhos maravilhosos que são: Luis Adriano – 5 anos, Arthur – 2 anos e Hiago – 1 ano e três meses. Na minha vida todos quando nasceram foi um grande acontecimento, mas o que marcou mesmo foi o nascimento do meu menino Hiago, pois minha gravides foi maravilhosa, tirando as dores que tive depois dos sete meses, mas isso eu achava normal, pois fazia meu acompanhamento tudo direitinho, e durante a minha gravides fiz cinco ultrassons e todas deram ok.

Mas quando foi dia 17/01/2011 ás 18h33min, nasceu meu menino Hiago, com 3,150kg e com 46 cm, tudo bem, nasceu, chorou, mas nada do médico me dar ele, pois cada nascimento dos meus filhos, quando eu saía da sala de parto ele me entregava eles. Mas o Hiago foi diferente ele anda fez outro parto e depois me entregou o Hiago, eu já estava nervosa, pois o neném chorando e eles não me davam ele, e então o médico veio, me entregou o Hiago e que me sentindo parou de chorar, e eu perguntei por que ele não me entregou o bebê logo e ele veio e disse:

– Angélica ele nasceu com um probleminha, o Hiago nasceu com o braço esquerdo menor que o direito.

Então eu comecei a ficar nervosa vendo ele tão pequeno e acontecendo isso com ele, me perguntava por que aconteceu isso, nunca fiz nada de errado, e ainda por sorte ganho só de cesariana e não sentia nada da barriga para baixo, eu sozinha, louca que chegasse o pai dele, pois ele comigo eu ficaria mais tranquila, ele tinha chegado, mas não podia entrar pois estava com os outros filhos.

Veio o médico e disse: “Angélica vou ter que chamar o médico pediatra para examinar ele”. Então se passou meia hora e nada do médico, e eu lá nervosa, ele chegou tirou a roupinha do Hiago e disse: “Mãe ele vai ter que ir imediatamente a Passo Fundo, pois além do braço, ele nasceu com o anus muito pequeno e terei que leva-lo para fazer uma pequena cirurgia”. Dai o mundo despencou em mim, pois além de nascer com problemas. Iria ser tirado de mim logo ao nascer, e eu ficava me perguntando por que Deus me castigou desse jeito, por que não aconteceu comigo, e sim com um inocente que só veio para trazer alegria, e assim ficava à pensar, sem entender, mas eu mesma não podendo sentir minhas pernas pedi para a se ela me levava para a sala, mas ela não podia, pois eu ainda não estava sentindo as pernas, mas eu pedi pelo amor de Deus que ela me levasse, pois precisava conversar com alguém da família.

A enfermeira já tinha contado para o meu marido, pois ela era amiga da família, ela vendo que todos estavam nervosos e chorando me levou até o quarto e lá estava Hiago no colo de seu pai que já sabia de tudo.

Sei que para todos que ficaram sabendo não era tão grande, pois todos falavam que bom que não foi na cabeça, mas para mim foi um choque.

Mas quando sai do hospital, eu fui visita-lo em Passo Fundo, dar o meu leitinho, foi com alegria, pois não via a hora de ver ele, quando cheguei não sabia nem o que fazer, pois olhando ele nos aparelhos, me doeu muito, mas vi que era o melhor de todos.

As enfermeiras estavam felizes por ele, por que ele era um amor. Quando o peguei me senti muito melhor, e todo mundo me dando força.

Meu marido ficou o tempo todo cuidando de nosso filho, tem pai que às vezes nem estão perto do nascimento de seus filhos. Depois de passar dias no hospital, nós só a espera de uma ligação para buscar nosso pequeno. Então era 10h da manhã ligaram dizendo que era para irmos buscar o bebê, pois já estava bem. E toda a família ansiosa por tê-lo em casa. Quando chegou foi só alegria nas nossas vidas.”

Angélica da Silva

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Márcia Moraes não quis divulgar sua cartinha.

 

 

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