STJD nega pedido de anulação da partida entre Inter e Palmeiras

O Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) negou, por unanimidade de votos, o pedido de impugnação da partida entre Inter e Palmeiras, disputada durante a 33ª rodada e vencida pelo Colorado por 2 a 1. Na ocasião, o gol de Barcos, marcado com a mão, foi anulado por Francisco Carlos do Nascimento após cinco minutos de conversa com os integrantes da arbitragem. No primeiro momento, Nascimento validou o gol, mas em seguida foi avisado pelo quatro árbitro Jean Pierre de Lima de que o lance foi ilegal.

A tentativa de impugnação partiu do Palmeiras, que entendeu que o lance só foi anulado por causa de uma interferência externa. O clube alegou que o delegado da partida, Gerson Baluta, teria recebido informações de uma repórter de TV e repassado ao quarto árbitro.

Nessa manhã, apesar do jurídico do time paulista ter apresentados imagens e trechos de matérias, os auditores indeferiram as provas e avaliaram que somente os testemunhos dos árbitros poderiam ser aceitos. “Não há prova do uso da tecnologia. Tanto não houve influência externa que, após cinco minutos, mesmo com toda a imprensa sabendo quem marcou o gol de mão, a arbitragem não teve conhecimento disso”, declarou o procurador do STJD Paulo Schmitt. “O pedido é absurdo, se a anulação acontecer tem que pegar o boné e ir embora”, acrescentou antes da votação.

Barcos justificou que foi empurrado no lance

Presente no julgamento, o atacante Barcos foi o primeiro a ser chamado. O palmeirense disse que foi empurrado por Índio e que não teve a intenção de colocar a mão na bola. Mais tarde, foi a vez do árbitro Francisco Carlos do Nascimento depor. Ele afirmou que quando viu a bola nas redes, validou o gol. No entanto, um aviso do quarto árbitro o fez anular o lance. O juiz ainda negou que tenha recebido direta ou indiretamente a informação de uma repórter.

O depoimento de Nascimento ganhou a colaboração de Jean Pierre de Lima. O árbitro gaúcho afirmou que viu o toque de mão de Barcos e quando o adicional afirmou que não viu o lance, ele decidiu se pronunciar informando que um jogador de branco colocou a mão na bola. Ao ser questionado sobre a razão para não colocar a confusão na súmula, Lima disse que a situação se tratava de um aspecto técnico. A única discrepância existente entre as duas falas é o tempo do lance até a anulação. Nascimento disse que se passaram 12 segundos, enquanto Lima explicou que foram cinco minutos.

Um dos depoimentos mais esperados era o do delegado da partida, Gerson Baluta. Durante a sua fala, Baluta disse que viu o toque de mão, mas não interferiu no lance. Ele ainda garantiu que não é representante do Inter e que desconhece que equipes de arbitragem utilizem recursos da TV para validar ou invalidar algum lance.

Correio do Povo

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