Sindicato denuncia “auxílio-caviar” de R$ 100 mil para juízes em Mato Grosso do Sul

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário de Mato Grosso do Sul (Sindjus-MS), Dionyzio Avalhaes, anunciou ontem (5) que vai contestar no Conselho Nacional de Justiça, na semana que vem, o auxílio-alimentação que, afirma, começou a ser pago na semana anterior a 171 juízes do Estado.

O sindicato questiona que o benefício conhecido entre os servidores como “auxílio-caviar” em contraponto ao “vale-coxinha” – de R$ 392,70 – recebido pelos demais funcionários, foi instituído no ano passado retroativo a 2004.

“Em cálculos grosseiros, tomando como base o salário médio de R$ 20 mil de um juiz, são R$ 1 mil por mês do vale-caviar. Retroagindo a 2004, cada juiz receberá por pelo menos oito anos cerca de R$ 96 mil, sem falar em correção” – disse Dionysio ao portal Marco Eusébio in Blog – Entrelinhas da Notícia, parceiro da Agência de Noticias Aquidauana News.

O líder sindical classifica a situação de “absurda” já que o Judiciário alega, em negociações, com o sindicato não ter recursos para implantar o Plano de Cargos, Carreira e Salários dos servidores.

“Agora sabemos para onde vai o dinheiro”, lastimou. “Temos visto isto sistematicamente no Judiciário, com magistrados criando benefícios indiretos, como se não fossem salários, para burlar a lei que estabelece o teto da magistratura. Além de atitude egoísta, é fora de propósito num momento que o discurso para a categoria é de contenção de gastos e ausência de margem de manobra para atender os servidores”, afirmou.

A fama do caviar

O caviar é um alimento e iguaria de luxo, consistindo em ovas da fêmes do peixe esturjão, não-fertilizadas, salgadas, sem qualquer outro tipo de aditivo, corante ou preservante. As ovas podem ser”frescas” (não-pasteurizadas) ou pasteurizadas, tendo estas muito menor valor gastronómico e monetário.

Tradicionalmente a designação “caviar” é apenas utilizada para as ovas provenientes das espécies selvagens de esturjão, principalmente as do Mar Cáspio e seus afluentes, em regra oriundas da Rússia ou do Irã. Estas ovas, consoante a sua qualidade (sabor, tamanho, consistência e cor), atingem preços entre os 6.000 e os 12.000 euros o quilo no mercado europeu ocidental, estando associadas a ambientes gourmet e de alta cozinha.

Espaço Vital

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