SELBACH – EMEI Nossa Senhora Maria Auxiliadora desenvolve projetos do Programa A União faz a Vida

A EMEI Nossa Senhora Maria Auxiliadora atende crianças de zero a dois anos e está empenhada para realizar um trabalho em conjunto com os pais. Desta dessa forma, através do Programa “A União faz a Vida” desenvolve um projeto que tem como tema “FAMÍLIA X ESCOLA: uma interação de grandes possibilidades”. Com isso mensalmente são encaminhados aos pais, textos que abordam temáticas sobre as características das crianças, tais como limites, tempo com os filhos, adaptação entre outros.

Esses textos tem o objetivo de dar um suporte aos pais, para que a educação dos filhos ocorra de forma efetiva e tranquila, tanto no ambiente escolar, quanto na família. A insegurança dos pais com relação à educação dos filhos hoje é algo muito latente, com isso há uma necessidade grande de uma parceria da escola com as famílias, para que os resultados sejam mais efetivos e positivos. Além dos textos são organizados Temas de Casa e promovidos eventos diversos, onde as famílias têm oportunidade de estar na escola e compartilhar experiências e aprendizagens. Os textos serão publicados para que mais pessoas tenham acesso a essas informações.

Adaptação à creche/jardim de infância
Alguns pais, por força das circunstâncias, colocam os filhos na creche logo nos primeiros meses de idade. Outros optam por deixá-los à guarda de uma ama ou dos avós. Certo é que, mais hoje, mais amanhã, acaba por chegar o dia em que ingressam na escola. Quanto mais novinha for a criança, mais fácil e rápida será a adaptação, por isso, nos casos em que vão para a escola aos 3-4 anos, é de esperar alguma reação negativa. Uns adaptam-se melhor que outros e tudo está intimamente ligado à empatia que se gera com a educadora.

Temos de ter em conta que este momento produz alterações profundas no mundo da criança. Até esta idade, os pais foram o pilar de todo o desenvolvimento. Foram eles que a ajudaram a alimentar-se, a vestir-se, a lavar-se e a conviver com os outros. No fundo, mesmo sem se aperceberem, transmitiram-lhe a maior parte das regras fundamentais para que pudesse viver em sociedade.

Com a ida para a escola, chega a altura de colocar muitas destas aquisições em prática. Uma criança que já adquiriu alguma autonomia, decerto irá adaptar-se mais facilmente. As regras podem ser um pouco diferentes, mas não deixam de ser regras, e se está à partida habituada a cumpri-las não irá estranhar. Ainda assim, poderá haver alguma preparação, como, por exemplo visitar a escola para que ela possa conhecer o espaço e a educadora.

A criança pode experimentar sentimentos de profundo abandono e até de solidão quando é deixada a escola, uma vez que não pode contar com a presença do pai, da mãe, da ama ou dos avós. Em contrapartida, passa a estar integrada num grupo de pares, que se podem mostrar hostis nos primeiros dias. Temos de ter em conta que existem sempre alguns que já se conhecem de outros anos, uma vez que ingressaram mais cedo e já têm o seu grupinho formado. Algumas vezes acontecem agressões, mordidelas, puxões de cabelo… Mas tudo isso é perfeitamente natural, portanto não há motivo para grandes preocupações.

No geral, as amizades infantis trilham caminhos completamente distintos das amizades adultas. De início é natural que se agridam fisicamente, mas em breve irão transformar-se em amigos inseparáveis. Para além disso, a educadora não pode dispensar-lhe todas as atenções, uma vez que tem vários meninos a seu cargo. Adaptar-se a tantas mudanças ao mesmo tempo é muito difícil. Por tudo isso, não é de estranhar que fique a chorar, o que acaba por ser ultrapassado.

‘Todas as manhãs, quando os pais a forem levar, é importante que seja criado um ambiente alegre e descontraído. Os pais podem, por exemplo, contar-lhe uma história cujo tema seja de um(a) menino(a) que não queria ir para a escolinha mas que depois arranjou muitos amiguinhos e adorou a experiência! Há que falar também como vai ser o dia de trabalho e fornecer uma referência clara, para que ele consiga situar o momento em que o irão buscar (por exemplo, depois do lanche). É preciso ter em conta que as crianças não possuem ainda a noção do tempo, portanto é necessário arranjar estas estratégias para que saibam o momento em que os pais chegam.

Teresa Paula Marques, psicóloga clínica

(Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Selbach)

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