Segundo 39ª CRE, 79% dos estudantes já realizou login para ter acesso às aulas remotas

O número se refere a toda região de abrangência da Coordenadora Regional de Educação. Alguns educandários ainda não atingiram o percentual mínimo preconizado pelo Estado e estudantes estão sendo chamados

Durante participação no Programa Agenda de Notícias, da Rádio Diário AM 780, a coordenadora regional de Educação, Lisete Leiria Jarré, e a coordenadora pedagógica da 39ª CRE, Lucicler Almeida, esclareceram questões envolvendo a modalidade de ensino que está sendo adotada nas redes estaduais por conta da pandemia de Covid-19. Impedidos de assistirem aulas de forma presencial, os estudantes terão de providenciar acesso ao Google Sala de Aula, plataforma que será utilizada para a busca do conhecimento.

“O Estado e os órgãos da educação estão empenhados em fazer com que todos os alunos, ou grande parte deles, assim como ocorria no presencial, tenham esta participação efetiva na modalidade que ora se impõe, que é o ensino híbrido”, destacou Lisete.

Segundo Lucicler, considerando os 21 municípios abrangidos pela 39ª CRE, 79% dos estudantes da rede já realizaram o acesso. Em nível de escola algumas ainda não atingiram este percentual. Em Carazinho, por exemplo, é o caso das EEEM’s Ernesta Nunes, EEPROCAR, Cônego João Batista Sorg e da EEEF Princesa Isabel.

“Elas ainda não atingiram 80% que é o que o Estado pensa ser o necessário para que se tenha sucesso neste trabalho. Quem ainda não providenciou o login precisa entrar em contato com sua escola”, disse ela.

A plataforma, segundo Lucicler, permite que os professores disponibilizem as aulas e os alunos acessem no horário que considerarem mais adequado. Também há possibilidade de realizar vídeos aulas ao vivo, entre outras formas.

“Cada escola está se organizando. Não será aquelas 4h direto com o professor como o presencial até porque muitas famílias têm apenas um equipamento e mais de um estudante que precisa acessar”, colocou.

Questionada sobre uma possível explicação para o percentual que ainda falta logar na plataforma, Lucicler concorda que possa haver um determinado desinteresse e também dificuldade de acesso à internet. Ela destacou que muitos estudantes do noturno ainda não o fizeram, talvez por algum destes motivos. Mas Lucicler antecipou que esta modalidade poderá facilitar os estudos desta parcela de alunos.

“Será bom para o aluno trabalhador que durante o dia não tem muito tempo e poderá acessar quando tiver disponibilidade, sem aquele horário rígido a cumprir. Às vezes ele está cansado ou não motivado em determinados dias e esta pode ser uma possibilidade interessante”, argumentou.

Lisete acrescentou que o percentual denota um problema que já vinha sendo enfrentando em algumas escolas, que é o abandono ou a infrequência. Sem contar algumas especificidades que por si só já impõe algumas dificuldades como as escolas do campo, a educação indígena e o Neeja, que possuem uma sistemática diferenciada das outras modalidades.

Chromebooks
Segundo a coordenadora regional de educação, o Governo do Estado está providenciado a compra de chromebooks, que serão os equipamentos em que os estudantes poderão acessar o Google Sala de Aula. A viabilização está sendo possível através de uma parceria com a Assembleia Legislativa. Mesmo com este equipamento, as escolas terão de disponibilizar para alunos que tem dificuldades de acesso as atividades de forma física.

Avaliações
O nível de conhecimento dos estudantes será avaliado através da qualidade dos trabalhos que serão entregues pelos alunos e pela periodicidade em que os estudantes estarão interagindo na plataforma.

“O Estado tem uma preocupação grande com a matriz curricular e quando a pandemia chegou e acabou-se por adotar a aula híbrida organizou-se uma matriz de referência para ser trabalhado neste modelo. Esta matriz já está nas escolas e os professores estão realizando estudos para adequar as aulas”, destacou Lucicler.

Término do ano letivo
Mesmo com todo o cenário de pandemia de Covid-19, embora não se tenha uma projeção de retorno das aulas presenciais, a expectativa é que o ano letivo se encerre no prazo previsto originalmente. Os nove dias em que as aulas ficaram suspensas serão recuperadas durante o ano.

Os estudantes que realizam estágios práticos, como dos cursos técnicos, estão conseguindo retomar esta experiência de forma gradual, seguindo todos os protocolos sanitários. Apenas os alunos de técnico em enfermagem ainda aguardam a elaboração de um protocolo específico, já que precisam cumprir o horário no hospital, o que requer materiais específicos.

Diário da Manhã

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