Secretário da Educação aposta na reestruturação curricular para reverter dados negativos do Ideb

Os dados divulgados pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) na terça-feira lançaram um sinal de alerta para a educação no Rio Grande do Sul. Abaixo das metas nos anos iniciais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio, e estagnado nos anos finais do Ensino Fundamental, o RS tem o pior desempenho entre os Estados da região sul do Brasil.

Ao assumir o cargo, em 2011, o secretário da Educação Jose Clovis de Azevedo verificou uma “situação crítica” nos níveis de alfabetização e no Ensino Médio. Segundo ele, a medida imediata foi intervir na alfabetização e os resultados superaram as expectativas.

— Continuamos investindo na reestruturação curricular das séries iniciais do Ensino Fundamental, que, aliada às novas tecnologias e aos investimentos na formação dos professores, vai impactar positivamente (no próximo Ideb) — afirmou Azevedo em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha.

O baixo investimento na área, ressalta o secretário, tornou a educação em uma crise nacional. Conforme explicou, países como Coreia do Sul e Finlândia disponibilizam de US$ 8 mil a US$ 12 mil anuais por aluno. No Brasil, a cifra não passa dos US$ 2 mil por estudante.

Para Azevedo, o processo educacional no país é desigual, onde algumas escolas “avançam muito e outras menos”. A intenção do Ministério da Educação em reduzir o número de disciplinas obrigatórias, que hoje são 13, é vista com bons olhos pelo secretário.

— O currículo está defasado, não é possível que abranja tudo. É preciso estabelecer prioridades. Em vez de fragmentar em várias disciplinas, é necessário diversificar por áreas do conhecimento — declarou Azevedo.

Clicrbs

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