Representantes da ULBRA participaram da Audiência Pública sobre Educação de Surdos no Rio Grande do Sul

CARAZINHO – N o dia 04 de junho, através do patrocínio da Associação Grupo de Surdos de Carazinho, as representantes Larissa Farias Lang – Núcleo de Acessibilidade ULBRA Carazinho e Maria Cristina Ferrari – Professora da Disciplina de LIBRAS na ULBRA Carazinho, participaram da Audiência Pública no Auditório Dante Barone da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul.

O encontro foi realizado pela Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia, em parceria com a FENEIS/RS (Federação Nacional de Educação e Integração dos surdos) uma audiência pública para tratar da educação de surdos no estado do Rio Grande do Sul.

Os surdos querem escolas em que a LIBRAS seja a primeira língua e o português escrito a segunda. O deputado Carlos Gomes (PRB) foi o proponente da audiência, ele foi procurado pelo movimento nacional em defesa da educação e cultura surda, cuja principal entidade integrante é a Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (FENEIS). O parlamentar estava preocupado coma dificuldade dos surdos em ingressarem e permanecerem em uma escola regular. Em uma das suas falas ele citou: “Me senti envergonhado por não entender a linguagem de sinais, mas vou me esforçar para aprender. Hoje como estou em minoria, consegui compreender como se sente um aluno surdo.”, falou Gomes.

A Importância da Academia e do Poder Público

O papel da universidade e da pesquisa acadêmica, como fundamental para alimentar o debate político e a mobilização em prol da escola bilíngue, foi o aspecto trazido pela professora Adriana Thoma, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Ela contou que havia muitas hipóteses sobre a educação para os surdos. Então sete instituições de ensino uniram-se para formar um grupo de pesquisas sobre o tema no RS. Também relatou que quando o surdo está entre alunos ouvintes e sem recursos a evasão é enorme. Outra situação são os alunos nômades, que vão de cidade em cidade em busca de melhores condições de escolarização. “No Brasil, as crianças são diagnosticadas como surdas não recebem visitas em casa. É como um atendimento clínico, no qual a criança é quem se desloca”, explicou Adriana. Para a professora, é necessário investir mais na educação bilíngüe e com foco na educação infantil. “O resultado disso é que as crianças chegam à escola sem o conhecimento linguístico adequado para que possam apreender os conteúdos.

Encaminhamentos:

O deputado Carlos Gomes sistematizou as principais reivindicações e afirmou que vai levá-las ao Governador Tarso Genro e ao seu secretariado. Os principais pontos são:Levantamento do número de surdos, como está o atendimento nas escolas, situação dos professores, níveis de evasão no ensino médio, e ensino para jovens e adultos; Organização e normatização da educação para surdos; Especificidade das crianças surdas; Curso de LIBRAS como parte obrigatória da formação de professores; Promoção de uma sociedade mais igualitária.

A Assembléia Legislativa estava praticamente ocupada por toda a comunidade surda e todos os demais engajados nesta causa tão necessária para a Educação dos Surdos, mostrando com muito orgulho o desejo de lutar por uma educação de qualidade no presente e no futuro.

Jornalista Francine Menin – Assessoria de Comunicação Social da Ulbra Carazinho)

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