Região avança na contratação de seguro agrícola

Postado em 19 novembro 2021 06:07 por jeacontece
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Para o superintendente administrativo e financeiro da Cotrijal, Marcelo Ivan Schwalbert, o agricultor passou a encarrar o seguro agrícola como um insumo necessário para a proteção da renda

Mais de 130 mil hectares que estão sob a área de atuação da Cotrijal deverão ter cobertura de seguro agrícola nesta safra de verão 2021/2022. A informação é do superintendente administrativo e financeiro da Cotrijal, Marcelo Ivan Schwalbert.

“De fato o seguro agrícola nos últimos anos evoluiu muito na nossa região, cresceu muito. O produtor conseguiu entender cada vez mais que ele é importantíssimo. É um insumo importante para lavoura e a gente vem evoluindo bem, neste ano também. No ano passado tivemos uma área muito considerável de contratação de seguro para soja, nós estamos falando em torno de 130 mil hectares de seguro na Cotrijal e este ano estamos até passando esse número” comenta o superintendente.

Em entrevista a Rádio Diário AM 780, Schwalbert comenta que nota-se a mudança de percepção dos produtores em relação a contratação. “O produtor de fato entendeu a importância do seguro uma vez que tivemos na última uma boa safra. No passado o produtor muitas vezes contratava o seguro só olhando no retrovisor, ou seja, se tinha uma safra frustrada a tendência que no ano seguinte contratasse o seguro, mas depois se tivesse novas safras boas começava a não contratar mais, no que a gente percebe que o produtor mudou totalmente e hoje consegue enxergar o seguro como insumo necessário para garantia da renda dentro da sua propriedade” afirma Schwalbert.

Outra questão verificada na região é de que os produtores tem procurado cada vez mais cedo pela proteção de modo a conseguir acessar a cobertura da subvenção. “Nós tivemos nos últimos dois anos produtores que nos procuram pois já sabem que a Cotrijal inicia as contratações no inicio de março, sem interferir nos outros insumos da lavoura, isso significa muitas vezes a garantia da subvenção federal que é outro ponto importante dentro do seguro. Se a gente pegar nos últimos 2 anos tem R$ 12 milhões que veio para nossa região fazer frente e neste ano esse aporte vai ultrapassar os R$ 15 milhões” comenta.

O superintendente destaca a importância da antecipação, pois o recurso que é governamental é disputado no Brasil todo e geralmente o Rio Grande do Sul por ser o último estado da nação a iniciar o plantio da soja acabava tendo problemas de não receber esse aporte o que se conseguiu mitigar com a contratação antecipada. Nesta safra os produtores tem observado uma disparada no preço dos insumos para a lavoura, no entanto no entendimento do superintendente a tendência é de que os valores referentes ao seguro no próximo ciclo se mantenham em níveis semelhantes aos praticados neste ano.

“Esse ano eu diria que nós estamos passando por um momento de transição, onde o custo médio de fato vai subir, mas tem uma boa parte dos produtores que conseguiram comprar antecipado e terão um custo menor de formação da lavoura, diferente de quem deixou para comprar mais tarde. Mas é uma preocupação para o ano seguinte o custo de produção, porém no que diz respeito ao seguro, o custo se a gente transformar em saca de soja ele praticamente não alterou, nem do ano passado para este ano e muito provavelmente não alterará para o ano seguinte, porque os reais serão maiores, mas também o valor da saca de soja subiu bastante, então em sacos de soja o custo do seguro provavelmente não alterara no próximo ano. Agora se a gente olhar os demais custos da lavoura nós saímos de uma média de custo de R$ 3 mil a R$ 3,2 mil por hectare, falando só dos insumos, para R$ 4,8 mil, os custos dispararam” comenta o profissional.

Embora com o avanço da cobertura de seguro nas áreas de soja e milho , proporcionalmente a área de inverno continua tendo a maior cobertura. “Com certeza, se a gente olhar este ano nós já avançamos muito, o ano passado a gente tinha em trigo e cevada 17 mil hectares de área assegurada e esse ano já vamos para 25 mil hectares, então esse ano que passou já tivemos um incremento considerável. Se olharmos, hectare por hectare, hoje o trigo tem mais áreas asseguradas que a soja, proporcionalmente as áreas. O produtor sabe do risco do trigo, das culturas de inverno e praticamente na nossa região não planta sem seguro agrícola” cita Marcelo Ivan Schwalbert.

*Cotrijal

Postado em 19 novembro 2021 06:07 por jeacontece
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