Redução da Selic faz bancos oficiais anunciarem diminuição de seus juros

Tão logo o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou o corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic), Banco do Brasil (BB) e Caixa Econômica Federal (CEF) divulgaram ajustes também em algumas linhas de crédito para pessoas físicas e jurídicas.

O BB informou que a partir do dia 16 de julho as taxas do BB Crédito Benefício vão cair para um intervalo entre 2,21% a 3,79% ao mês e as do BB Crediário Material de Construção ficarão entre 1,53% e 1,98%. O capital de giro para as empresas ficará entre 1,56% e 1,59%.

A Caixa vai diminuir também os seus juros, no dia 16, para financiamento de veículos usados no intervalo de 0,75% a 1,63% ao mês, dependendo do prazo de financiamento e ano de fabricação. Para carros novos, a taxa máxima vai cair para 1,36%.

Dentre outras modalidades, a Caixa anuncia ainda a baixa de juros para as linhas de capital de giro para micro e pequenas empresas, com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO). As taxas cobradas atualmente, entre 1,27% e 2,05% ao mês, será reduzidas para níveis entre 1,17% e 1,71%.

Indústria, sindicatos e comércio aprovam queda nos juros, mas querem novos cortes

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) classificou de tímida a diminuição de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic). “A queda de juros é benéfica para o Brasil, portanto, essa cautela excessiva adotada pelo BC não é necessária”, ressaltou, por meio de nota, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. “Precisamos que o governo acelere o ritmo de queda dos juros, pois este é um importante fator que poderá nos levar ao resgate da competitividade do país”, completou.

A Força Sindical também expressou opinião semelhante. Para a central, “a redução, que ocorre pela oitava vez consecutiva, serve de alento para a fraqueza industrial que o país vivencia, uma vez que vem demonstrando dificuldades em apresentar sinais consistentes de crescimento”. No entanto, no comunicado, assinado pelo presidente em exercício da Força Sindical, Miguel Torres, a central destaca que o Comitê de Política Monetária (Copom) “deveria ser mais ousado”.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) compartilha de opinião parecida ao avaliar positivamente a chegada da Selic ao patamar de 8% ao ano. “Mas é preciso ousar e reduzir ainda mais a Selic, buscando aproximá-la dos níveis internacionais, bem como é fundamental pressionar os bancos públicos e privados a baixar de verdade as altas taxas de juros, o spread e as tarifas”, disse o presidente da confederação, Carlos Cordeiro.

Para a Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio-SP), a queda dos juros “favorece o aquecimento da economia sem o risco de gerar inflação futura”. Apesar de elogiar a redução, a federação pondera que a Selic “permanece elevada para os padrões internacionais”. Por isso, a entidade espera que “o governo continue pressionando as instituições financeiras para a redução dos juros ao consumidor final, o que deve fortalecer o comércio e aquecer a economia nacional”.

Agência Brasil

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