Quebra da safra agrícola abala o PIB gaúcho

A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) projeta que a economia gaúcha deve avançar 5,1% em 2013. Mas alerta, no entanto, que esse crescimento será sobre uma base de comparação muito baixa. No fechamento de 2012, a entidade projeta queda de 2,3%, ainda sobre o impacto da quebra da safra agrícola no começo do ano. O setor agropecuário deve fechar 2012 com recuo de 37,8% e a indústria com encolhimento de 1,7%. Somente o setor de serviços seguirá avançando, com 2,8%.

Segundo dados apresentados pelo chefe da Unidade de Estudos Econômicos da Fiergs, André Nunes de Nunes, fatores internos e externos determinaram esta recessão no Estado em 2012. Internamente, a queda em 8 milhões de toneladas na produção de grãos na safra 2011/2012 provocada pela estiagem foi a principal causa. Externamente, se destacaram as crises do mercado em outros países e as variações da taxa de câmbio, que contribuíram decisivamente para que a economia a indústria gaúcha passasse o ano no vermelho.

No RS, a baixa oferta de produtos agrícolas, juntamente com elevados custos da mão de obra, diminuiu a capacidade de competição da indústria, e contribuiu para a queda do Produto Interno Bruto (PIB) do setor. Além, disso a crise mundial afetou mais o Estado, uma vez que a economia gaúcha é mais aberta do que a nacional. A Fiergs espera crescimento de 0,9% para a economia brasileira em 2012, a segunda menor taxa de crescimento em 13 anos, queda de 0,2% na agropecuária, recuo de 0,7% na indústria e avanço de 1,6% no setor de serviços. Para 2013, o crescimento deve ser de 3,3%. Tanto a queda na participação da indústria quanto o menor nível de investimentos, destacou o presidente da Fiergs, Heitor José Müller, revelam que a economia brasileira não está se preparando para ser mais competitiva no longo prazo.

(Correio do Povo)

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