Professor Marins palestrou em Ibirubá e Tapera

O renomado palestrante Luiz Almeida Marins Filho, mais conhecido como professor Marins, esteve na região nesta semana, onde proferiu a palestra “Como enfrentar os desafios de um mundo em mudanças”. Com um currículo invejável, Marins é formado em contabilidade, história, direito e é pós-graduado em antropologia, além de ser professor em várias universidades e escritor, sendo considerado um dos melhores palestrantes do País e um dos mais bem preparados consultores brasileiros.

Em Ibirubá, a palestra foi na terça-feira (11), na Casa de Cultura, com realização do Sicredi em parceria com a ACISA. Em Tapera, a palestra aconteceu na quarta-feira (12), no Tenarião, com a promoção do Sicredi em parceria com as Associações Comerciais de Tapera, Selbach e Colorado e o Departamento da Indústria e Comércio de Lagoa dos Três Cantos. Mais de 1,6 mil pessoas acompanharam as palestras, que tiveram a presença de autoridades do Sicredi e das Associações Comerciais e autoridades municipais.

O professor Marins mostrou dados da economia mundial e brasileira e, conforme estudos apresentados, disse que em 2040 o Brasil será a quarta economia mundial e a China será a maior economia do mundo, ultrapassando os Estados Unidos. O país mais populoso, segundo o mesmo estudo, será a Índia e a população mundial chegará a 9 bilhões de pessoas. “Daqui a 50 anos a maioria das pessoas estará vivendo nas cidades. A população urbana come muito mais carne e para alimentar todo esse povo, o mundo precisa produzir 50% a mais de grãos do que já produz hoje e dobrar a sua produção de carne”, salientou.

Destacou o Brasil como o “país do futuro” e como o “celeiro da produção de grãos mundial”. O que o professor quis demonstrar é que o Brasil é o local com as características necessárias para suprir grande parte das necessidades do mundo. “De acordo com a ONU no Brasil são mais de 400 milhões de hectares de terras agricultáveis, o que não inclui a Amazônia, e hoje só usamos 50 milhões desse todo”, lembrou. O total de reserva hídrica do país também é uma das maiores do planeta – são 8 trilhões de quilômetros cúbicos de água renovável por ano. “O Brasil não tem como escapar de ser o grande fornecedor de alimentos do mundo”, prenunciou. “Nosso país já ultrapassou os EUA em recebimento de investimentos externos e estamos em terceiro lugar no ranking mundial”, informou Marins.

Mas por que o mundo inteiro está olhando para o Brasil de forma diferenciada? Olhando o contexto atual, Marins destacou que o que vemos hoje é um Brasil cada vez mais em evidência, num período em que o mundo – principalmente a Europa – vive uma profunda crise econômico-social. “Como parte dos BRICS (sigla que denomina o conjunto de países emergentes: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) nosso país é o único ocidental, quase não tem problemas com a questão do fundamentalismo religioso e praticamente não tem problemas fronteiriços. E o que isso significa? Precisamos pensar que os maiores investidores mundiais são ocidentais: Estados Unidos e Europa”, disse.

Este panorama serviu para situar o público de como as empresas e os profissionais devem atuar em um mundo que está em constante mudança. “Nós devemos nos preparar para enfrentar os desafios que virão e, da mesma forma, aproveitar as inúmeras oportunidades de um país com enorme potencial de desenvolvimento”, comentou.

Em outro momento da palestra, o professor apresentou dados de uma pesquisa realizada com mais de 43 mil consumidores brasileiros sobre “o que você acha mais importante para uma empresa conquistar você como cliente”. Em primeiro lugar, com quase metade das respostas, “atendimento excelente” foi a opção marcada por 44,5% dos consumidores consultados. Outros 38,3% responderam que o fator mais importante para conquistá-los como clientes é que a empresa “cumpra o que prometer”. É preciso que a empresa seja fiel às suas promessas, inclusive na publicidade e no prazo de entrega. Em terceiro lugar, “A qualidade do produto” foi o fator escolhido por 13,6% dos participantes da pesquisa. Os demais, como ter marcas famosas, preço baixo ou fazer publicidade só receberam apenas 3,6% dos votos.

O fator preço, só foi mencionado por 1,2 mil dos 43 mil participantes da pesquisa, somando penas 2,8% dos votos, e foi só o quarto fator em importância para os consumidores. Não é verdade que cliente só quer preço. Conforme o professor é importante lembrar que o cliente só paga a mais por uma coisa que perceba como um valor para ele. “Temos de saber pelo que o nosso cliente está disposto a pagar. Não adianta querer oferecer como diferencial alguma coisa que não seja valorizada pelo cliente da sua empresa”, disse.

Marins quis mostrar com a pesquisa que os consumidores dão valor ao bom atendimento antes, durante e depois da venda e que o que mais os irrita são o mau atendimento, a mentira e a arrogância. Também enfatizou que é preciso investir diariamente na formação profissional, não apenas com treinamentos e cursos, mas sim, o gestor atuar ao lado dos funcionários e servir de exemplo para todos.

Por fim, falou sobre inteligência e vontade. Segundo ele, é preciso voltar a querer. É preciso arrancar de dentro de cada um aquela pessoa morta, abúlica, sem vontade, irônica, cínica, resistente e acomodada. É preciso dar umas palmadas nela, fazer essa pessoa voltar a querer. “Mais importante do que a inteligência, é a vontade. Nós todos podemos ter diferentes tipos de inteligências, mas somos igualmente inteligentes. O que nos separa é a vontade. Vence aquela pessoa que realmente quer do fundo da alma. Quer e transforma sonhos em ações e ações em resultados”, disse.

(Assessoria de Comunicação da Sicredi Integração Rota das Terras RS)

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