Prefeito de Tapera desabafa contra abusos na Saúde

O prefeito de Tapera, Ireneu Orth, em entrevista à Rádio Cultura de Tapera, fez um desabafo em razão de algumas situações que estão ocorrendo em torno da saúde pública no município, e que estão levando alguns profissionais a manifestar vontade de abandonar sua atividade, devido aos exageros que estão sendo cometidos por alguns usuários do sistema administrado pela Secretaria Municipal da Saúde e Ação Social.

A situação chegou ao cúmulo de servidores sofrerem tentativas de agressão por parte de pessoas que queriam forçar situações para obter regalias ou tratamento diferenciado, inclusive indo contra os princípios éticos e técnicos da saúde pública.

Orth destacou que algumas pessoas não estão querendo entender a situação da saúde em Tapera, que absorve 22% do orçamento municipal, valor muito além do que determina a Constituição.

O prefeito citou casos de abusos e desmandos que estão sendo cometidos por alguns usuários, como por exemplo, procurando a Saúde sem necessidade e, nestes casos, exigindo atendimento diferenciado, com a alegação de que, por ser ano de eleição, os profissionais têm essa obrigação.

Com quatro médicos atendendo nas unidades de saúde, Ireneu Orth destaca que o problema das filas deveria estar solucionado, porém, o problema é que as pessoas, de um modo em geral, querem ser atendidas todas na mesma hora ou umas primeiro que as outras, razão pela qual se submetem a levantar de madrugada para garantir os primeiros lugares para o atendimento.

Orth exemplifica essa situação citando que às 11h ou à meia tarde, não tem mais ninguém para atender, destacando que as pessoas precisam ser inteligentes, pois quem precisar, efetivamente, terá seu atendimento garantido independente de ter ficha ou não.

Baseado em revelações dos profissionais da saúde, o prefeito taperense contou que algumas pessoas, sem necessidade, buscam atendimento médico de forma exagerada até três vezes por semana, tirando o lugar de quem realmente precisa.

Orth condenou também aqueles que buscam o plantão para problemas
corriqueiros que deveriam ser atendidos durante o dia no período normal. Dia desses, revelou ele, de 26 pessoas que procuraram o plantão, apenas três eram casos efetivos de emergência.

“As pessoas precisam entender que plantão é para casos efetivamente de
emergência”, recomendou o prefeito, que está muito contrariado com a situação, principalmente com essa relação que alguns estão fazendo com o fato de se estar em ano eleitoral.

“Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Não dá para misturar saúde com política. Não vai ser porque estamos em ano eleitoral que o atendimento na saúde vai mudar”, disparou o prefeito, frisando que aquilo que foi planejado no início da administração está sendo feito e de forma satisfatória na opinião dos taperenses, consoante pesquisa feita no final do ano passado que deu nota 7,5 para este importante setor. “Tem coisas para melhorar, tem; mas tudo está sendo feito ao seu tempo e de acordo com as necessidade e disponibilidades”, disse.

Por fim, Ireneu Orth disse que a Saúde está à disposição da comunidade, mas não para abusar, como por exemplo, exigindo-se um check-up completo, o que acabou motivando tentativa de agressão ao profissional, com a alegação de que em ano eleitoral a saúde tem que fazer o que o cidadão quer. Ou então exigir que o resultado de um exame de sangue seja fornecido na hora em que o sangue foi coletado.

(Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Tapera)

Compartilhe: