PR: bebê morre após passar 2 horas no necrotério por erro de médico

Postado em 12 março 2013 07:18 por jeacontece
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Um bebê que nasceu prematuro na manhã desta segunda-feira, em Castro (PR), foi dado como morto pelo médico e passou duas horas no necrotério antes que alguém percebesse que ele estava respirando. “Colocaram (o bebê) numa caixinha de papelão, que nem um chinelinho, e levaram para o necrotério”, disse o pai da criança, o industriário Gilmar de Farias, 52 anos. O menino, que se chamaria Jean Samuel, sobreviveu por mais quatro horas com ajuda de respiração mecânica na incubadora, mas morreu no começo da tarde.

O caso aconteceu no Hospital Anna Fiorillo Menarim, no município que fica a 150 quilômetros de Curitiba. A mãe do bebê, Katisilva de Fátima Viana, 28 anos, estava grávida de 22 semanas, ou quase seis meses. Ela entrou em trabalho de parto na última a madrugada e foi levada pelo marido para receber atendimento.

“Rompeu a bolsa em casa, eu trouxe ela no hospital e, em questão de minutos, o médico fez o parto e disse que a criança estava morta”, relatou o pai do bebê. Em seguida, os médicos o colocaram em uma “caixinha de papelão” e levaram o menino para o necrotério. “Isso era 6h, 6h10”, disse Gilmar. “Daí minha sogra falou ‘mas o nenê, dava para ouvir a respiração’, e eu falei ‘eu não acredito’.”

Segundo o pai da criança, cerca de duas horas depois do nascimento, eles foram autorizados a descer ao necrotério. “Aí eu vi a respiração, uma sobrinha minha viu a respiração, e chamou a enfermeira. Daí ela correu e levou a criança para entubar”, disse Gilmar.

A direção do hospital afastou o médico que fez o parto e abriu uma sindicância para investigar o ocorrido. Gilmar disse que pensou em ir à polícia para registrar o caso, mas resolveu esperar o fim da sindicância do hospital. “Ele era muito pequeninho, só que… um erro do médico, né.”

A mãe do bebê segue internada. Segundo o diretor administrativo do hospital, João Carlos Licheski, os profissionais que atenderam Katisilva estão sendo contatados para que seja apurado o que aconteceu. A instituição também está recuperando o histórico de consultas médicas e de atendimentos da mulher.

Terra

Postado em 12 março 2013 07:18 por jeacontece
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