Possível recolhimento de passaportes de réus do mensalão

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, admitiu que estuda medidas a serem adotadas no final do julgamento do mensalão para evitar que réus condenados fujam do país, de modo a garantir a”efetividade” das punições determinadas pelo STF. Embora afirme “não acreditar que os condenados tentem fugir”, entre as medidas cogitadas por Gurgel está pedir ao STF o recolhimento dos passaportes de réus.

Segundo Gurgel, porém, qualquer medida só pode ser tomada ao final do julgamento, depois da etapa de dosimetria das penas.

Quando questionado sobre o caso de Henrique Pizzolatto, réu já condenado e que estaria de férias na Itália, Gurgel afirmou que “o advogado havia garantido que o cliente retornaria ao Brasil”. O procurador-geral explicou que os réus não estão proibidos de viajar e que Pizzolatto saiu do país de forma regular.

No caso de Pizzolatto, uma dupla cidadania o beneficiaria porque ele não poderia ser extraditado da Itália, por exemplo. Mas o advogado de Pizzolatto, Marthius Sávio Lobato, informou que ele já está no Rio de Janeiro, em sua residência fixa.

Gurgel afirmou que a viagem de Pizzolatto o fez lembrar do caso do ex-banqueiro Salvatore Cacciola, que também tem cidadania italiana. E brincou: “Tem de esperar ele ir para Mônaco”, lembrando que Cacciola foi preso pela Interpol quando estava naquele país.

Espaço Vital

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