Políticos aproveitadores

Contrariando regra constitucional, senadores e deputados federais decidiram, na terça-feira (15), entrar em férias, o que esvaziará o Congresso Nacional até o final das eleições de outubro.

A legislação suspende o recesso no Legislativo (de 18 a 31 de julho) caso não seja votada a Lei de Diretrizes Orçamentárias, que define o embasamento para a elaboração do Orçamento da União para o próximo ano.

Como não votaram a LDO, os deputados e senadores recorreram à manobra de não marcar votações para julho. A mesma manobra de sair em férias mesmo sem terem votado a LDO já havia sido adotada no ano passado.

Em agosto, setembro e outubro, senadores e deputados permanecerão em seus Estados de origem, participando da campanha eleitoral – muitos são candidatos à reeleição. Há poucos dias de votação marcados para esses meses, mas a expectativa é de que não haja quórum.

Apesar das férias de mais de três meses, os 594 congressistas seguirão recebendo o salário de R$ 26,7 mil e as verbas vinculadas ao mandato.

(Espaço Vital)

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