PIB gaúcho cresce 15% no semestre, lastreado na produção agrícola

O significativo desempenho do PIB gaúcho, que cresceu 15% no segundo semestre de 2013, com valor adicionado bruto de 111,7% no ramo agropecuário, colabora para demonstrar a extrema relevância do agronegócio em nível nacional.

O PIB gaúcho teve esse desempenho graças à produção agropecuária, sobretudo à soja, o que demonstra que, a despeito do retrógrado entendimento de que produzir commodities agrícolas e comercializar no mercado global é deixar de agregar valor, há espaço para aliar as vantagens comparativas do Brasil às tendências de maior produtividade no setor primário, que é sinônimo de sustentabilidade e decorre do uso de tecnologias inovadoras que possibilitam o crescimento intensivo da produção, assim como de edificação de uma matriz energética mais sustentável.

Por exemplo, boa parte da soja produzida no RS poderia ter sido empregada na produção de biodiesel, caso a adição obrigatória desse combustível ao diesel fosse superior aos atuais 5%. Além de agregar ainda mais valor à soja gaúcha, o volume de farelo destinado à produção de proteínas animais aumentaria, permitindo melhor desempenho, especialmente, dos produtores de aves e suínos no mercado internacional.

Este raciocínio também serve para demonstrar que projetos de industrialização do milho, por exemplo, dos excedentes mato-grossenses, devem ser estimulados e que o planejamento geomercadológico da produção nacional, pautado na sinergia entre as áreas pública e privada e sem deixar de levar em consideração os desafios logísticos e demais características próprias do Brasil, deve buscar a máxima sintonia com as tendências globais de crescente sustentabilidade no agronegócio.

(Agrolink)

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