Pejuçara contra o Aedes aegypti

A Secretaria Municipal de Saúde mobilizou na tarde de ontem (14) representantes de diversos setores da sociedade pejuçarense na luta contra o Aedes Aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e febre chikungunya. Em resposta à crise vivida pela Saúde no Brasil, a comunidade pejuçarense participou de uma roda de conversa juntamente com a 17ª Coordenadoria Regional de Saúde para debater a criação de um comitê local de sensibilização comunitária de combate ao Aedes.

De acordo com a coordenadora da 17ª CRS, Sílvia Cecatto, trata-se da maior crise epidemiológica da atualidade. São mais de 3500 casos suspeitos de microcefalia associados ao zika vírus em todo país, a maior parte deles no nordeste (só Pernambuco registra mais de 1200 casos), no Mato Grosso e no Rio de Janeiro. O último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, em dezembro, mostra que em 2015 foram registrados mais de 1,5 milhão. Já com relação a Chikungunya, foram notificados mais de 17 mil casos suspeitos, um aumento de 34% com relação a setembro de 2015. Desses casos, mais de 300 foram confirmados.

No Rio Grande do Sul, a 17ª CRS está mobilizada juntamente com a Secretaria Estadual de Saúde no combate ao Aedes Aegypti, com o objetivo de criar estratégias eficazes para evitar a incidência de novos casos. Diante dessa tríplice epidemia, a 17ª CRS está intensificando na região o trabalho de execução do LIRAa, levantamento de amostragem de infestação. Em Pejuçara, o atual índice de é de 0,9%, dentro dos limite aceitável (1%). Entretanto, o índice pode aumentar após um novo levantamento que foi realizado nesta semana.

Conforme a representante do departamento de vigilância epidemiológica da 17ª CRS, Jaqueline de Souza, os casos de dengue aumentam gradativamente no Rio Grande do Sul: em 1995, somente um município registrava casos da doença; atualmente são 168 municípios, a maior parte deles na região Noroeste e fronteira oeste. Isto significa que mais de 70% da população do estado está exposta ao Aedes. Na região, o maior índice de infestação foi registrado em Condor, 6,1%.

Segundo Sílvia Cecatto, o mosquito não deve ser combatido somente com ações individuais, mas coletivamente: “não adianta uma família tomar todas as medidas preventivas, como não acumular água parada e manter o pátio limpo, se o vizinho não fizer o mesmo”, afirmou. O Aedes tem um alcance de voo de até 1 Km, assim, todos os moradores que estiverem dentro deste raio de alcance estarão expostos. Já com relação à proliferação, o ciclo de vida do transmissor é de sete dias: o mosquito põe de 100 1 300 ovos em três dias. O Aedes tem um tempo de vida que varia de 10 até 60 dias. Sem água, a viabilidade dos ovos é de 450 dias.

Embora Pejuçara não tenha apresentado ainda nenhum caso suspeito das três doenças transmitidas pelo mosquito, a presença do vetor de transmissão já é motivo para ligar o sinal de alerta. No período de férias, as chances aumentam, pois diversos moradores recebem a visita de parentes vindos de regiões atingidas pelo surto, principalmente  do Mato Grosso. Por isso, a Secretaria de Saúde iniciou o processo de criação do Comitê Local de Sensibilização Comunitária de Combate ao Aedes Aegypti. O comitê terá um caráter intersetorial, com representantes dos diferentes setores da comunidade pejuçarense e debaterá ações estratégicas no combate ao mosquito. Será um trabalho voltado para mudanças de hábitos e a criação de uma cultura consciente na comunidade.

(Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Pejuçara)

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