Oposição está mais forte para os próximos quatro anos

Nomes com experiência no Executivo e no Congresso assumem a partir de 2015

Depois de derrotar o PSDB, a presidente Dilma Rousseff deve enfrentar uma oposição reforçada por nomes tradicionais, com experiência no Executivo e no Congresso, que tende a ser mais aguerrida do que a enfrentada pela petista no primeiro mandato, especialmente no Senado. O motivo é que, apesar de ter tido a bancada reduzida de 12 para dez senadores, o PSDB contará com o candidato derrotado na disputa pelo Palácio do Planalto, Aécio Neves, e seu vice, Aloysio Nunes. Juntam-se aos dois tucanos que governaram os principais estados do país como José Serra (São Paulo), Antônio Anastasia (Minas Gerais) e Tasso Jereissati (Ceará).

A bancada do Senado também contará com o PSB, legenda que chegou a sete senadores, e dos recém-chegados, como o ex-líder do Dem na Câmara dos Deputados Ronaldo Caiado (GO) e David Alcolumbre (AP). A Câmara, onde a própria base de Dilma costuma dar mais trabalho do que a oposição, estará fragmentada após a eleição de deputados de 28 partidos.

As denúncias envolvendo a Petrobras devem “contaminar” as atividades do Congresso. “Isso de imediato vai causar um impacto muito grande na Câmara e no Senado porque vai ter vários deputados e senadores que, infelizmente, vão passar por processo de cassação, que é inevitável diante de todas essas denúncias que estão apresentadas”, ressaltou Caiado. “Pelas posições que tomamos nesta disputa eleitoral, estamos indo para oposição e o nosso papel será o de fiscalizar o governo e apontar eventuais equívocos”, afirmou o ex-ministro e senador eleito Fernando Bezerra Coelho (PSB).

(Correio do Povo)

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