OPINIÃO – O fascínio das cantoras britânicas

Postado em 11 março 2013 07:31 por jeacontece
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Hoje é difícil achar um lugar aonde não se escuta uma musica da Adele, e ai comecei a relembrar o histórico das cantoras britânicas que mudaram o rumo da musica com suas vozes marcantes e vi um padrão curiosamente igual na maioria delas, acompanhe o retrospecto:

– Marianne Faithfull: Namorada adolescente e esposa do Rolling Stone Mick Jagger, seu primeiro sucesso foi uma canção composta por ela, Mick Jagger e Keith Richards, As Tears Go By (1965), seu longo cabelo loiro, sua voz sussurrante criaram o padrão para as cantoras que surgiram depois. Após o divórcio com Richards, ela afundou nas drogas e não conseguiu mais recuperar a sua carreira, reaparecendo de tempos em tempos.

– Kate Bush: Enquanto estudava piano e violino chamou a atenção de David Gilmour do Pink Floyd, que ajudou financiar as suas primeiras fitas demo. Assinou um contrato com a EMI aos 16 anos. Em 1978 lançou o álbum The Kick Inside, incluindo a clássica canção “Wuthering Heights” baseada em um livro de mesmo nome da escritora Emily Brontë, se transformou em uma balada internacional, sendo até regravada anos depois pela banda brasileira Angra. Assim sendo, Bush se tornou a primeira mulher a alcançar o 1º lugar das paradas de sucesso no Reino Unido com uma canção própria. Mas em 1986 cansada da vida de celebridade a cantora de voz aguda e poderosa se afastou da indústria fonográfica, ressurgindo esporadicamente lançando um disco aqui outro ali, mas sem repetir o sucesso do inicio.

– Sinéad O’Connor: Esta cantora irlandesa destacou-se com a voz doce, e ao mesmo tempo rebelde, e com a cabeça raspada, sua marca registrada por muitos anos. Estreou na música em 1987, aos 21 anos, com o álbum The Lion and the Cobra, dedicado à mãe que falecera havia pouco. A canção “Nothing Compares 2 U” composta originalmente por Prince, levou o álbum para a primeira posição dos mais vendidos em vários países e rendeu a ela diversos prêmios. Nos anos 90 ela foi novamente notícia internacional, mas desta vez, por rasgar uma foto do Papa João Paulo II em protesto aos abusos sexuais cometidos por membros da Igreja Católica, em um dos programas mais assistidos dos EUA, o Saturday Night Live. Dai em diante a sua carreira passou por muitos reveses, chegando a ser vaiada em um show em Dublin. Casou-se quatro vezes e chegou a liderar uma seita religiosa.

– Dolores O’Riordan: A vocalista da banda irlandesa Cranberries fez o teste e ganhou o papel de vocalista principal, compondo a letra de “Linger”. Sua voz é um elemento importante da sonoridade da banda, explorando de forma grandiosa o falsete. Linger transformou-se no primeiro grande sucesso da banda, tendo alcançado o oitavo lugar nos charts dos Estados Unidos da América e o décimo quarto lugar nos charts da Inglaterra. Depois vieram Zombie, Ode to My Family e Dreams, todas com grande sucesso. Mas a partir de 1994, Dolores começou a tentar assumir o papel de líder da banda, o que gerou descontentamento ao ponto do grupo encerrar a carreira em 2003, retornando só no ano passado. A carreira solo de Dolores nunca decolou.

– Amy Winehouse: Cantora e compositora conhecida por seu poderoso e profundo contralto vocal e sua mistura eclética de gêneros musicais, incluindo R&B, soul e jazz. Ingressou na carreira musical em 2003, lançando seu primeiro single, Stronger Than Me. O álbum Back to Black foi lançado em 6 de outubro de 2006, ficando em 2º lugar na Billboard 200 e em 1º na UK Albums Chart. Ainda em países como Brasil e França, o álbum teve mais de um milhão de cópias vendidas nos dois países juntos, além de várias outras certificações como: ouro e platina. Os seus problemas conhecidos com álcool e drogas por fim tiram a sua vida em 23 de julho de 2011 aos 27 anos de idade.

Notem os seguintes paralelos em todas as cantoras britânicas: começam bem cedo a carreira, em geral ainda adolescentes, tem um sucesso estrondoso já no primeiro trabalho, suas vozes mudam totalmente a perfil das outras cantoras, se envolvem em escândalos, suas carreiras são meteóricas e curtas, nunca mais alcançando o sucesso original, geralmente aparecem uma em cada década. Se Adele vai seguir este padrão ainda é cedo para dizer.

Escrito e pesquisado por Jorge Rogélson da Silva

Postado em 11 março 2013 07:31 por jeacontece
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