Odone, Koff e Bellini Jr. disputarão o segundo turno das eleições no Grêmio

Três candidatos à presidência do Grêmio estão confirmados para o segundo turno da eleição do Grêmio, que ocorrerá em outubro, quando quase 40 mil sócios votarão para escolher o próximo mandatário do clube para o biênio 2013/2014. Paulo Odone, Fábio Koff e Homero Bellini Jr., conforme o esperado, garantiram presença no pleito seguinte.

Votação no conselho:
Odone – 151
Koff – 93
Bellini – 67
Eldir Antonini – 2
Total – 313 votos

Depois da eleição, o ex-presidente Fábio Koff, que recebeu 93 votos, declarou que a expectativa foi ultrapassada:

— A nossa expectativa foi ultrapassada. Agora, peço ao associado do Grêmio que faça sua opção, que se mobilize. O nosso objetivo é o tri da Libertadores.

Odone disse que confia no associado e que tinha certeza de que Koff passaria ao segundo turno.

— Acho que esse tipo de afirmação é muita arrogância. Todo mundo que fez isso se deu mal no passado – declarou Odone, em referência à declaração de Koff, que disse, antes da eleição, que se considera favorito ao pleito final.

Homero Bellini Jr. comemorou o objetivo alcançado nesta noite:

— Foi exatamente como imaginávamos. Diria que fizemos dois votos a menos, e que foram de duas pessoas que não conseguiram estar aqui em razão do trânsito. Faríamos os 69 votos que planejávamos. Isso mostra a força que o movimento atingiu.
Conheça o perfil dos candidatos que disputarão o segundo turno:

Paulo Odone
O deputado Paulo Odone de Araújo Ribeiro, 70 anos (12 de maio de 1942), pai de dois filhos e avô dos netos, João e Isadora, é formado em Direito pela UFRGS. Concorre à quarta gestão presidencial no clube. Sua aparição na política do Grêmio começou quando ainda pertencia aos “Delfins”, um movimento então integrado por jovens dirigentes no início dos anos 70 que começava a trabalhar com os caciques vencedores dos anos 50 e 60, entre eles Rudi Armin Petry.

O problema é que os Delfins nasceram em meio ao sucesso do Inter dos anos 70. No início dos 80, porém, Odone já fazia parte do Grêmio que foi campeão brasileiro e da gestão que conquistou a Libertadores e o Mundial em 1983. Em 1986, Odone se tornou pela primeira vez presidente do clube.

Ficou quatro anos seguidos no cargo. A segunda gestão começou em 2005, o ano que tirou o Grêmio da Segunda Divisão com o episódio da Batalha dos Aflitos. De novo reelegeu-se e comandou o clube por mais quatro anos. Agora, Odone tenta nova reeleição após sua gestão 2011-2012.

Fábio Koff
O juiz aposentado Fábio André Koff, 81 anos (13 de Maio de 1931), tem dois filhos e cinco netos. Começou no futebol dirigindo o Atlântico, de Erechim, ainda nos anos 50. Chegou ao Grêmio logo depois e se tornou dirigente até ser eleito presidente pela primeira vez, em 1982.

Recebeu das mãos do então presidente Hélio Dourado o Grêmio campeão brasileiro de 1981. Em sua gestão, preparou o clube para a conquista da Libertadores de 1983, levou o time a Tóquio e se sagrou campeão Mundial de Clubes. Tinha Renato Portaluppi no time.

A volta ao cargo ocorreu em 1993. Ficou até 1996. No período, levantou uma Copa do Brasil (1994), de novo venceu uma Libertadores (1995), conquistou um Brasileirão (1996) e uma Recopa Sul-Americana (1996). Foi vice-campeão no Mundial Interclubes em 1995, ao perder para o holandês Ajax. Assumiu o Clube dos 13 em 1996 e ali permaneceu por 16 anos, reeleito por seis vezes.

Homero Bellini Jr.
O advogado e jornalista Homero Bellini Jr, 46 anos (3 de março de 1966), tem duas filhas e fez sua carreira no Grêmio voltado aos assuntos jurídicos. Formado em Direito pela PUCRS e em Jornalismo pela UFRGS, Bellini já trabalhou com os seus concorrentes de hoje, Koff e Odone.

Começou no clube para trabalhar com o então presidente Rafael Bandeira dos Santos, em 1992. No ano seguinte, juntou-se ao próprio Fábio Koff. Voltou ao clube durante a administração de José Alberto Guerreiro, no período de 1999 a 2002 — os últimos anos em que esteve diretamente ligado à organização do Grêmio.

Em quase toda a carreira ocupou o cargo de diretor jurídico. De julho de 2000 até 2002, exerceu a função de vice-presidente jurídico. O seu grupo político, o Movimento Grêmio Independente (MGI), faz parte da atual de gestão de Paulo Odone, com Antônio Vicente Martins.

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