NÃO-ME-TOQUE – Vereador indica nome de Professor Iraldo Ângelo Borghetti para a nova escola no bairro Vila Nova

O Vereador Valdir Alberi Kirst (PP) sugeriu na sessão ordinária, realizada na última segunda-feira (24), que a escola em construção no Bairro Vila Nova fosse denominada de Escola de Ensino Fundamental Professor Iraldo Ângelo Borghetti. O pedido de Indicação foi aprovado pelos demais Vereadores e encaminhado ao Executivo Municipal.

Segundo o Vereador, o projeto deverá ser elaborado pelo Executivo Municipal e encaminhado para apreciação e votação na Câmara de Vereadores.

A nova escola está sendo construída no Bairro Vila Nova, nas imediações do residencial Vila Nova, próxima as instalações do Senai. A estrutura terá uma área de 2.945m², sendo destes 900m² para uma quadra esportiva coberta. O restante da área será ocupado por 12 salas, biblioteca, refeitório, cozinha, secretaria, banheiros e todas as instalações de uma escola padrão.

Confira o histórico do professor Iraldo Ângelo Borghetti:

O quarto filho do casal de agricultores Guilhermino e Rosalina Borghetti, nascido em 17 de maio de 1941, com seu irmão gêmeo Ivaldo, no município de Selbach, desde a infância aprendeu a enfrentar as dificuldades com trabalho e fé.

Ainda com os nove filhos pequenos, a família veio residir em Vila Seca, interior de Não-Me-Toque, onde Iraldo e os irmãos frequentaram a escola pública da localidade, que oferecia ensino até a quarta série primária.

Sentido o chamado à vida religiosa e com o incentivo dos pais, Iraldo foi estudar no Seminário Seráfico São Francisco de Assis, em Taquari, onde recebeu sólida e profunda formação intelectual, humana e cristã durante sete anos. Aos 19 anos, prestou serviço militar para o Exército Brasileiro, no quartel de Uruguaiana.

De volta a Não-Me-Toque, firmou namoro com a jovem professora Orlanda Gräbin. Nessa época, Iraldo já era professor em Vila Seca e em Boa Vista.

Após dois anos de namoro, decidiram se unir em matrimonio, cerimonia realizada no dia 05 de janeiro de 1965, na Igreja Matriz Cristo Rei, em Não-Me-Toque.

Os primeiros anos de união matrimonial foram difíceis pela condição econômica, porém muito felizes. O casal já estava residindo na cidade e Iraldo lecionava pela manhã no Ginásio São Francisco Solano dos freis franciscanos e, à tarde, em Vila Seca, retornando para casa à noite. Mais tarde, Iraldo e a fiel companheira Orlanda buscaram a qualificação na área do magistério e se formaram juntos em Biologia, pela Universidade de Passo Fundo, no ano de 1980.

Da união matrimonial nasceram três filhos: Luiz Estanislau, Júlio César e Ângelo. Com grande amor e dedicação à família, Iraldo e Orlanda educaram seus filhos com esmero, procurando transmitir valores e princípios humanos e cristãos. Consideravam à família o fundamento da sociedade.

Iraldo destacou-se como professor no Ginásio São Francisco Solano, no Colégio São José Notre Dame e na Escola Sinodal Sete de Setembro, sendo um mestre exigente, porém muito dedicado aos alunos, esforçado em fazê-los aprender. Deixou marcas na vida escolar como uma pessoa alegre, com grande capacidade de interação e comunicação com as direções, colegas e alunos. Tinha grande amor à profissão, sendo um exemplo em sala de aula e na sociedade.

Na vida comunitária teve participação ativa como atuante na liturgia, no Conselho Pastoral Paroquial, na Pastoral Vocacional, no Curso de Noivos e na apresentação do programa A Hora Católica. Como era um homem muito religioso, amava a Jesus Cristo e à Igreja, marcando presença nas ações comunitárias e nas relações com as pessoas. Também teve atuação em diretorias do Lar do Idoso São Vicente de Paulo e no Conselho Comunitário do Hospital Notre Dame Júlia Billiart.

No ano de 1994, o professor Iraldo se aposentou pelo Estado, mas continuou a dedicar ao magistério até o ano de 1999, completando 39 anos de serviços à educação e centenas de adolescentes, jovens e adultos de Não-Me-Toque e da região.

Já aposentado, gostava de reunir a família, conversar com a esposa, filhos, netos, familiares e amigos. Gostava de ler, cultivar sua horta e viajar.

Mesmo cometido por grave enfermidade, não deixou de rezar e agradecer a Deus todos os dias pela vida, sendo assistido pela família e pelos amigos até o último dia de sua vida. Deixou como legado a fé, a retidão de caráter, a importância de ser grato a tudo que a vida oferece. (17/05/1941 à 22/07/2014).

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