NÃO-ME-TOQUE – Presidente da Cotrijal diz que investimento brasileiro no agronegócio não é suficiente

A afirmação foi feita por Nei César Mânica em entrevista à Rádio Gaúcha, na última sexta-feira, 31/10. Confira a matéria publicada no ClicRBS referente à entrevi

O presidente de uma das principais cooperativas e uma das maiores feiras de inovação do Estado diz que, apesar do agronegócio puxar a economia do Brasil e ser o maior alicerce do Rio Grande do Sul, o potencial de expansão seria ainda maior se houvesse maior investimento dos governos. O presidente da Cotrijal, Nei Mânica, cobrou mais atenção, principalmente em infraestrutura.

“Está se fazendo alguma coisa, mas não o suficiente. O Brasil tem condições de produzir mais 100% do que produz hoje, sem mexer em uma árvore”, destacou.

O empresário, que atendeu a rádio Gaúcha durante viagem à Alemanha, diz que a importância de investimentos na produção de alimentos é global, assim como a preocupação de manter o crescimento e conter economias instáveis. No caso específico do Brasil, ele destacou o que a presidente Dilma Rousseff precisa fazer no segundo mandato para manter o agronegócio em alta.

“Nós dependemos muito de infraestrutura”, referindo-se a estradas, portos, ferrovias e armazenagem.

Cobrou ainda fortalecimento do Ministério da Agricultura pois, segundo ele, hoje a pasta não tem muita força política com o Ministério da Fazenda. Mânica sugere um nome forte ligado ao setor do agronegócio.

“Nós precisamos que o ministro da Agriculta tenha origem no setor primário. Não podemos ter novamente ministros que são colocados politicamente, que dizem que estão ali só de passagem”, criticou.

O empresário também disse que o conflito indígena precisa ser tratado com maior seriedade e que o direito da propriedade precisa ser respeitado.

“Temos de respeitar os índios, mas temos de ter uma posição mais firme, tem que se cumprir a lei”, explica. O também presidente da Expodireto, de Não-Me-Toque, falou da expectativa para a safra 2015. Segundo ele, a previsão climática é positiva, principalmente para as culturas do milho e da soja.

“Embora os americanos tenham colhido uma grande safra, a demanda mundial é muito grande também. Tenho certeza de que em 2015, mesmo com as mudanças de governo estadual e federal, teremos uma grande safra nas culturas de verão”, aposta.

A entrevista com Nei Mânica, realizada nesta sexta-feira (31) no Gaúcha Atualidade, integra uma série realizada nesta semana com empresários avaliando o cenário econômico brasileiro, após as eleições.

(Clicrbs)

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