NÃO-ME-TOQUE – Cotrijal Pós-safra: hora de fazer contas

Uma boa safra está sendo colhida, com preços nunca antes imaginados. O que fazer diante desse cenário? Qual o melhor momento para vender a produção? Como se planejar para o futuro? Produtores, consultores e especialistas de mercado analisam o momento e recomendam: é hora de fazer contas!

A colheita de soja, em março, começou muito positiva na propriedade da Elizandro Zanatta, em Nicolau Vergueiro. Na primeira lavoura, ele colheu 87 sacas por hectare (sc/ha), superando todas as expectativas. A surpresa foi tanta que o engenheiro agrônomo Ariel Piccoli logo foi chamado para recalcular a área. Todos ficaram felizes ao constatar que os cálculos estavam corretos.

A família Zanatta concluiu a colheita no dia 16 de abril. Embora o histórico de produtividade seja muito bom para a região, pelos investimentos feitos no solo e pelo planejamento conjunto da produção com a Cotrijal, os números deste ano realmente surpreenderam. A média geral da propriedade ficou em 74 sc/ha, um feito inédito, muito comemorado em virtude das preocupações do início da safra com a perspectiva de La Niña, e bem superior as 43 sc/ha colhidas no ano passado, quando a seca castigou a região.

A produtividade alcançada supera a média da região de Passo Fundo, que em março estava em 3.780 kg/ha (63 sc/ha), segundo dados da Emater (confira no quadro). Com o bom resultado deste ano, Elizandro pretende investir no solo para seguir com a alta produtividade na próxima safra.

“A maioria das áreas já possui agricultura de precisão. O pessoal da Cotrijal já coletou mais uma quantia de solo porque ajuda a dar uma emparelhada, já que temos áreas que derrubam a média, talvez porque falte um pouco de calcário ou cloreto”, comenta o produtor.

Mulher tem voz nas decisões
Na propriedade da família Zanatta, a decisão não fica restrita a Elizandro. Sua esposa, Tatiana do Nascimento Zanatta, tem um papel importante sobre o futuro do negócio. Eles estão casados há 13 anos.

“Sempre procuramos conversar quando ele tem algum plano de investimento e procuramos tomar a decisão juntos no que vamos comprar, quando vamos vender a produção. E isso vale para tudo, não só na lavoura, mas também na casa”, explica Tatiana.

Yasmin Maria Zanatta, 9 anos, já vai aprendendo desde cedo que esse jeito de trabalhar e decidir em conjunto é importante. Sempre que possível, ela está junto na lavoura. “Eu queria ser agricultora, mas meu sonho mesmo é ser médica. Eu sempre procuro ajudar meus pais desde pequena”, conta.

Enquanto a menina ainda tem vários anos pela frente para decidir sua profissão, seus pais e outros milhares de agricultores gaúchos têm uma questão bem mais imediata a resolver: quando vender a produção?

Por Assessoria de Imprensa e Marketing da Cotrijal

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