Mortes por coronavírus no Brasil já superam soma de vítimas de homicídios e acidentes de trânsito em 2019

Mais um argumento de negacionistas quanto ao coronavírus, o de que outras coisas matavam mais que a doença, foi por água abaixo. Isso porque uma pesquisa quanto aos números da pandemia no Brasil mostrou que a covid-19 já fez mais vítimas fatais em 2020 do que a soma de mortes em homicídios e acidentes de trânsito no ano de 2019.

O número de mortes por coronavírus superou nesta quarta-feira (22) as 82.356 mortes registradas em 2019 por homicídios e por acidentes de trânsito em todo o país. Até o momento, foram 82.890 mortes causadas pela pandemia, segundo o consórcio de veículos de imprensa. Muitos casos ainda estão sub-notificados, o que pode fazer com que esse número seja ainda maior.

Segundo dados oficiais, aconteceram em 2019 no Brasil cerca de 41.635 assassinatos e 40.721 mortes em acidentes de trânsito. Esse último dado está disponível em relatório anual do seguro DPVAT da Seguradora Líder, responsável pelo pagamento.

Histórico da pandemia no país
De 211 milhões de brasileiros, mais de 1,8 milhão já pegaram a covid-19. O Brasil registrou a primeira morte por coronavírus no dia 12 de março e, 68 dias depois, em maio, já ultrapassou a marca de mil mortes registradas em 24 horas, média que vem se mantendo desde então.

Para se ter uma dimensão da tragédia, o acidente com o avião da TAM, que chocou o país em 2007, matou 199 pessoas. É como se ocorressem cinco acidentes como aquele, todos os dias.

Especialistas em epidemias afirmaram, quando o Brasil chegou a 70 mil mortes, que não há registros no Brasil de um episódio que seja responsável por tantas mortes em tão pouco tempo como a pandemia do novo coronavírus.

Para encontrar uma situação que pelo menos seja comparável, é preciso voltar muito no tempo. Mais especificamente, um século atrás, quando, em 1918, o mundo ainda voltava a respirar após a Primeira Guerra Mundial e acabou sendo atingido pela Gripe Espanhola. Cerca de 50 milhões de mortes foram causadas, sendo 35 mil apenas no Brasil.

Créditos: Agência Brasil
G1

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