Melhor escola pública de SP tem dentista próprio e natação

O colégio que conseguiu a melhor nota de todas as escolas públicas de ensino fundamental, do 5º ao 9 ano, de São Paulo foi inaugurado há menos de um ano, em Barueri, interior do Estado. Apesar de recente, a Escola Professora Dagmar Ribas Trindade alcançou a nota 6,6 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2011, divulgado na terça-feira pelo Ministério da Educação.

De acordo com Marlene Azevedo, diretora da instituição, o segredo é a infraestrutura. Isso porque a escola dispõe de dois dentistas, dois fonoaudiólogos e até psicopedagogos. Tudo é mantido pela Fundação Instituto de Educação de Barueri (Fieb), órgão do município. “Temos uma equipe de saúde, fonoaudiólogo, psicopedagogo e consultório dentário próprio. Além disso, aqui os alunos têm aula de natação, aula de reforço, música, xadrez. Tudo montado para sanar as demandas deles”, explica.

Por causa disso, a disputa entre os moradores da cidade para conseguir uma vaga na escola é grande. Atualmente, a instituição tem aproximadamente 1,8 mil alunos, sendo que 540 estão entre o 5º e o 9º ano, faixa na qual a escola obteve a melhor nota de São Paulo no Ideb. Para conseguir cursar o ensino fundamental no colégio, os adolescentes da região precisam passar em um vestibulinho. Mas a prova só é aplicada quando algum dos alunos desiste da escola.

“Esse ano praticamente não tínhamos vagas. Abrem pouquíssimas. Por causa disso, houve sorteio de algumas vagas para estudantes do 1º ao 4º ano. Para o ensino médio e o fundamental, aplicamos um vestibulinho. No ensino médio, abrimos 60 ou 70 vagas. Mas, no ensino fundamental, foram só duas ou três séries que tinham (espaço). Quem entra não quer sair. São casos esporádicos, só mudam quando tem que trocar de cidade ou Estado”, conta Marlene.

A melhor escola do Estado nos anos iniciais, ou seja, do 1º ao 4º ano, também não fica na capital paulista. Localizada na cidade de Presidente Venceslau, interior de São Paulo, a Escola Municipal Professor Lucio Mariano Pero tirou 8,3 no exame do governo.

A coordenadora da instituição, Maria Aparecida Duarte, conta que os alunos estudam em período integral, apesar da pouca idade. As 160 crianças matriculadas na instituição, que só tem turmas de anos iniciais, entram por volta das 7h e só saem às 16h30. Na parte da tarde, os pequenos têm de aula de inglês e produção de texto.

“No período da tarde, essas crianças têm aula de produção de texto, aula de informática, educação física, aulas diferenciadas com professores mais especializados”, afirmou. Segundo Maria, a escola foca na leitura e tem, inclusive, um programa para incentivar os alunos a lerem com os pais em casa.

“É uma escola de bairro. Esses bons resultados são feitos em parceria com as formações que o município oferece. Um dos diferenciais é o nosso trabalho com leitura, com crianças que têm mais dificuldade. Tem um projeto chamada Mala da leitura, em que a criança leva um livro para ler com a família. Além disso, o primeiro intervalo é de leitura. Eles tomam lanches e recebem livros para ler no tapete. A gente percebe que isso vem sendo um fator positivo”, argumenta.

Terra

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