Maioria das mortes por gripe A no poderia ter sido evitada no RS

Dados da investigação conduzida pela Secretaria Estadual da Saúde (SES) e Ministério da Saúde comprovaram que a maior parte das mortes por gripe A seria evitada, se tivesse ocorrido tratamento correto com Tamiflu e a população de risco tivesse se vacinado. Apenas 4% dos mortos pelo vírus H1N1 (67) tomaram o medicamento nos primeiros dois dias, como recomendado. A coordenadora da vigilância em saúde estadual considera arriscado dizer que todos se salvariam se tivessem sido tratados corretamente, mas que a maior parte seria curada.

Conforme Marilina Bercini, as campanhas de informação serão ampliadas para o ano que vem.

– O principal no ponto de vista humano é a capacitação continuada. O profissional de saúde às vezes teve menos informação, ou ele julgou naquele determinado momento que não ia beneficiar – explica.

As falhas na vacinação de grupos de risco também causaram mortes. 32 óbitos (60%) envolveram pessoas com pneumopatias, obesidade, diabetes, cardiopatias e idade acima de 60 anos. Apenas dois dos mortos tinham sido imunizados.

A SES vai propor ao ministério algumas alterações na vacinação, incluindo ampliação no número de doses e antecipação da campanha para, no máximo, até abril.

Clicrbs

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