Limite de gastos com estádio do DF deve estourar; custo já é R$ 1 bi

O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TC-DF) já considera flexibilizar o limite máximo de aditivos da obra do Estádio Nacional de Brasília. Pelo contrato firmado com o consórcio Brasília 2014, que é composto pelas empresas Via Engenharia e Andrade Gutierrez, o máximo de acréscimo que pode ser colocado sobre o valor original da obra é de 25%. Porém, faltando ainda várias contratações para a conclusão da obra, este percentual já está em 21,76%.

“Pela lógica, esse teto de 25% deve ser ultrapassado”, disse Manuel de Andrade, conselheiro do TC-DF. “É possível que haja flexibilização sobre o excedente dos percentuais. Se ultrapassar, isso vai ser analisado caso a caso”.
O Estádio Nacional de Brasília já custa cerca de R$ 1 bilhão (incluindo também a cobertura), e ainda faltam contratos para instalação de itens como cadeiras, heliporto e sistema de irrigação. Ainda não há estimativa de quanto custarão as novas contratações, mas o custo por assento do estádio já está em R$ 14 mil.
Nesta quarta-feira, técnicos do TC-DF fizeram uma vistoria na arena para analisar custos de materiais. Dos valores acrescentados à obra, o que mais chama a atenção do Tribunal é a alteração de cerâmica para concreto como material de impermeabilização. Esta mudança aumentou o valor da obra em R$ 105 milhões.

“Nós queremos saber se no projeto básico esse valor já não estaria diluído, para que não haja cobranças adicionais”, disse Manuel de Andrade. O Estádio Nacional de Brasília terá capacidade para 70 mil pessoas e deverá ser entregue até o fim deste ano, mas ainda sem as cadeiras. O local será palco da abertura da Copa das Confederações de 2013.

TERRA

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