Janeiro Verde – Vacina contra o HPV previne o câncer de colo de útero

Principal causa desse câncer é a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV). Cerca de 400 mulheres morrem todos os anos por câncer de colo de útero no RS

A campanha Janeiro Verde é dedicada à conscientização do câncer do colo do útero, que é o terceiro tumor maligno mais incidente nas mulheres (atrás do câncer de mama e do colorretal) e a quarta causa de morte na população feminina por câncer no Brasil. A principal causa desse câncer é a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), com transmissão sexual, principalmente. Uma das principais formas de prevenção é a vacina contra o HPV.

Dos cânceres ginecológicos, o de colo do útero é o mais incidente, com uma estimativa de aproximadamente 16,5 mil novos casos por ano no Brasil e 6,5 mil mortes. A causa mais frequente é a infecção por alguns tipos do HPV. Os tipos 16 e 18 causam 70% dos tumores e lesões do colo do útero. Em países que adotaram a vacinação em massa, os cânceres secundários ao HPV (colo do útero, pênis, ânus, vulva, vagina e garganta) têm decaído progressivamente a menos da metade da incidência pré-vacina.

A vacina contra o HPV é oferecida gratuitamente no SUS para os jovens. “A vacinação continua sendo a principal arma contra o HPV e, consequentemente, contra o câncer de colo de útero. A vacina é indicada para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. A vacina tem uma eficácia muito maior quando estes jovens ainda não entraram em contato com o vírus”, salienta o oncologista clínico do CTCAN, Dr. Alex Seidel.

O uso de preservativos também é importante, assim como a realização do exame preventivo (Papanicolau), principal forma do diagnóstico precoce do câncer de colo de útero. Mulheres a partir dos 25 anos, mesmo vacinadas, devem realizar o Papanicolau periodicamente, já que a vacina não protege contra todos os tipos de HPV. O exame pode ser feito em postos ou unidades de saúde da rede pública. “O exame Papanicolau, que deve ser realizado anualmente, tem a capacidade de identificar alterações celulares pré-malignas ou mesmo o câncer em fase muito inicial, permitindo tratamentos altamente curativos com preservação da fertilidade em muitas situações. O ideal é o Papanicolau com hibridização in situ para identificar o HPV, o que aumenta nosso poder de intervenção e cura”, enfatiza o também oncologista do CTCAN, Dr. Alvaro Machado.

Um câncer silencioso
O câncer de colo de útero pode não apresentar sintomas em fase inicial. No entanto, com o passar do tempo, sem tratamento, os sintomas aparecem. Sangramento no ato sexual ou espontâneo fora do período menstrual, dor durante o ato sexual, verrugas ou feridas no colo do útero são os principais sinais e sintomas. Dor pélvica, anemia, insuficiência renal, sangramento anal ou urina com conteúdo intestinal são sinais de doença avançada.

Mais de 400 mortes no RS
No Rio Grande do Sul, cerca de 400 mulheres morrem todos os anos em decorrência do câncer de colo de útero, conforme dados do DataSUS. Na região Norte, são aproximadamente 40 mortes todos os anos.

Jornalista Natália Fávero – Assessoria de Imprensa CTCAN

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