Governo Tarso foi irresponsável com dinheiro público, afirma secretário

Búrigo também defendeu a viagem do secretário da Educação, que vai custar cerca de R$ 35 mil aos cofres públicos

Um dia após a prorrogação do decreto que corta despesas e novos concursos, o secretário-geral de governo, Carlos Búrigo, culpou diretamente o governo de Tarso Genro (2011-2014) pelo que classificou como “irresponsabilidade” com o dinheiro público. Na avaliação do secretário, braço-direito do governador José Ivo Sartori, a gestão anterior foi irresponsável ao aumentar custos com o funcionalismo e em conceder aumentos aos servidores que terão que ser pagos pelo atual governo.

“O governo anterior teve uma irresponsabilidade no trato do dinheiro público. Nós tínhamos uma economia que estava sinalizando queda, que representaria menos emprego, menos desenvolvimento e consequentemente menos recolhimento de impostos. Mesmo assim, o governo Tarso aumentou, só nas fundações, em 64% os custos da folha de pagamento – e ainda deixou obrigações para o próximo governador. E agora nós temos que honrar esses compromissos”, disse nesta quinta-feira (14), em entrevista na Gaúcha.

Búrigo também comentou a constante cobrança pública pela redução no número de cargos comissionados que atuam no Poder Público. O secretário não soube precisar quantos CCs trabalham no governo Sartori hoje, nem de quanto foi a redução no número de comissionados. O secretário afirmou que CCs são necessários, mas que não pode haver em “demasia”.

“É um erro quando se diz que tem que extinguir o CC. O que não podemos ter é CCs em demasia, ou CCs que não têm funções. […] A sociedade tem que entender que o servidor concursado foi aprovado para desempenhar uma função. Mas para as políticas publicas acontecerem, precisamos ter quem determine, quem comande, quem faça a gestão”, defendeu.

Búrigo também defendeu a viagem do secretário da Educação, Vieira da Cunha, que vai custar cerca de R$ 35 mil aos cofres públicos. A viagem abre exceção ao decreto que promove corte de gastos nas despesas públicas.

“Acreditamos que pelo conteúdo, pelo conhecimento, realmente era importante para o governo do Estado”, disse.

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