Evento da Cotrijal mostra que boa produtividade se conquista no detalhe

Postado em 10 agosto 2012 07:35 por jeacontece
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Produtores dos 14 municípios da área de abrangência da cooperativa participaram nessa segunda-feira (6), no Parque da Expodireto Cotrijal, em Não Me Toque, do Seminário Técnico e Mercadológico das Culturas de Verão. O evento, organizado pela área de Produção Vegetal da cooperativa, discutiu a adoção das áreas de refúgio e de convívio no milho, o manejo de invasoras em milho e de pragas em soja e as podridões radiculares em soja e fechou com uma análise de mercado para milho, soja e trigo.

O presidente da Cotrijal, Nei César Mânica, lembrou, na abertura do seminário, que a cooperativa quer cada vez mais investir na profissionalização do seu produtor. “Com os pés no chão, vamos continuar trabalhando pelo nosso associado e buscando boas oportunidades de informações e negócios para ele”, afirmou.

O gerente de Produção Vegetal da Cotrijal, Gelson Melo de Lima, destacou que a intenção é tornar o seminário um evento anual, para passar ao produtor informações que possam auxiliá-lo na condução das suas atividades e na tomada de decisão. As informações transmitidas pelos palestrantes durante o seminário serão difundidas a todo o quadro social através do Departamento Técnico.

Produtor deve buscar orientação técnica

Nas questões de manejo, ficou evidente que para alcançar boa produtividade, tanto no milho quanto na soja, o produtor precisa estar atento a muitos detalhes e sempre buscar a orientação técnica adequada. Pragas e plantas daninhas, por exemplo, podem roubar grande parte da produção se não forem controladas de forma adequada. O manejo das plantas daninhas ao milho, segundo o pesquisador Mário Antônio Bianchi, da CCGL Tec, precisa ser planejado antecipadamente. “Alta produtividade só combina com lavoura limpa, especialmente nos estágios iniciais do milho”, ressaltou, recomendando que o produtor procure fazer uma boa dessecação para deixar o mínimo possível de plantas daninhas para controlar na pós-emergência.

O pesquisador Mauro Tadeu Braga da Silva, da MTB Consultoria, ressaltou, ao falar sobre o manejo de pragas em soja, que a aplicação antecipada, quando a população de insetos ainda está reduzida, é o passo inicial para o sucesso do controle. “Hoje temos um número muito grande de pragas atacando a soja e que podem reduzir bastante a produtividade da cultura, mas há como controlá-las”, destacou. “Só precisamos saber utilizar adequadamente os produtos disponíveis”.

Sobre áreas de refúgio e de convívio em milho, o gerente de produto da Pioneer, Ricardo Zottis, alertou que o produtor deve seguir a recomendação técnica e a legislação vigente para garantir a sustentabilidade da tecnologia Bt. Não fazer área de coexistência – manter um mínimo de 100 metros de distância de isolamento entre o milho Bt e a lavoura convencional vizinha – pode, inclusive, acarretar multa e a necessidade de destruição desse trecho da lavoura. “Se o produtor tem dúvidas acerca do assunto, é importante conversar com o seu assistente técnico antes de planejar a lavoura e também com o vizinho, para que ambos possam seguir as normas e garantir vida longa ao milho Bt”, indicou Zottis.

O professor Erlei Melo Reis, da Universidade de Passo Fundo, chamou a atenção dos produtores para a necessidade de estarem mais atentos aos danos que as podridões radiculares causam. Na safra passada, essas doenças acarretaram perdas de 777 kg/hectare de soja na região. O problema, segundo ele, é que o produtor não costuma analisar o estado das raízes e acaba não percebendo a doença. Para diminuir o problema com as podridões em geral, recomendou utilização de cultivares resistentes/tolerantes – disponíveis apenas para alguns fungos -, rotação de culturas, descompactação do solo e, no caso de alguns fungos, tratamento de sementes.

Demanda alta e oferta em queda favorecem preços

O analista de mercado Carlos Cogo, da Consultoria AGROEconômica, traçou um cenário otimista para os preços da soja e do milho nos próximos meses. Em decorrência da quebra de safra norte-americana, os estoques das duas culturas estão baixos e a tendência é de demanda crescente. Isso, segundo o analista, favorece o Brasil, que deve ter mais espaço para exportação. Ele alertou, no entanto, que o produtor deve estar atento, porque o mercado sempre tende ao equilíbrio. “É interessante aproveitar os bons preços futuros e pelo menos adquirir os insumos necessários para as próximas safras safras”, afirmou, explicando que o trigo também tem acompanhado a elevação do preço do milho no mercado internacional.

Ainda durante o evento, o pesquisador Cleiton Steckling, da CCGL Tec, apresentou duas novas variedades de soja, com tecnologia RR2 PRO, que a empresa vai comercializar.

Cotrijal

Postado em 10 agosto 2012 07:35 por jeacontece
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