Ensino Religioso: Espiritualizar e humanizar as pessoas, as relações e os ambientes

TAPERA – No dia 12 de abril, educadores das redes municipal e estadual de Tapera e coordenação pedagógica da SMECDL, participaram do 10ª Encontro de Professores de Ensino Religioso, realizado pelo Conselho de Ensino Religioso (CONER), Seccional de Passo Fundo e 7ª Coordenadoria Regional de Educação, no Colégio Salvatoriano Bom Conselho de Passo Fundo, com a temática: “A Espiritualidade e o Ensino Religioso”.

Na parte da manhã, os professores participaram da palestra sobre a temática, com o padre Ivanir Antônio Rampon, e à tarde, escolheram uma oficina, dentre as 12 oferecidas, para o aprofundamento do tema.

O padre Ivanir Rampon abordou o tema “A Espiritualidade e o Ensino Religioso” em uma perspectiva sócio histórica, enfocando os períodos pelos quais a humanidade passou e suas relações com a atualidade.

No primeiro período – Ciclo ligado à natureza, a economia era agrícola de subsistência, e determinava os comportamentos culturais e religiosos. A família como espaço hegemônico de socialização era mais ampla que a família nuclear e envolvia pais, vizinhos, compadres e amigos. Os filhos acompanhavam os pais e avós nas tarefas rotineiras da propriedade e com eles aprendiam, além do necessário à sobrevivência, os valores fundamentais que seguiriam por toda a vida.

Desse período, passou-se para o período do Processo Histórico, no qual prevaleciama ética, os valores e os modelos, simbolizados pelos quadros e imagens das famílias e dos santos, que ocupavam lugar de destaque nas casas. Muitas escolas foram construídas nesse período, o que demonstrava a preocupação que havia com o estudo. Os professores de Ensino Religioso eram, em geral, religiosos, ou leigos participantes da vida religiosa da comunidade.

A terceira fase – Cidade Moderna, tinha a economia no centro do sistema, da vida, das preocupações, dos valores e das atividades. Não se priorizavam as relações de vizinhança. A cidade oferecia indústria, comércio, educação, lazer, espetáculos e serviços. Apesar de todas as possibilidades oferecidas, porém, a cidade passou a ser lugar de exclusão social.

No quarto ciclo – Pontual/Momento, prepondera o virtual, a aparência, a imagem, o som, o barulho, e o processo de urbanização não é somente um aspecto geográfico, mas responsável pela alteração da relação do ser humano consigo, com os outros, com a natureza e com Deus. A grande cidade moderna, além de modificar os modos de vida e as estruturas habituais de convivência com a família e com a vizinhança, modificou também a organização e trabalho, a consciência religiosa e a vida cristã.

Segundo Rampon, todas as relações que se estabelecem hoje, tanto nas famílias, nas escolas ou na sociedade, são determinadas pelo contexto e a espiritualidade implica na aceitação de nossa condição de fragilidade, sendo importante preparar os alunos para que vivenciem a espiritualidade através do CUIDADO de si, dos outros e da natureza.

Compartilhe: