Energia através da biodigestão

TAPERA – A transformação de dejetos orgânicos em energia, através da biodigestão, é o projeto que está sendo estudado pelo engenheiro agrônomo José Eraldo Gregory. Ele já fez um curso sobre biogás/biodigestores e produção de energia; vem estudando o assunto com bastante afinco há mais tempo.

Além da energia propriamente dita, “Vamos tirar um agente poluidor do meio ambiente (dejetos animais, resíduos orgânicos em geral) e produzir um biofertilizante sem cheiro/desidratado/granulado para adubar nossas lavouras”, garantiu.

Para viabilizar a sua ideia, Gregory se juntou a três alemães que já dominam o tema na Alemanha: Horst Schmidt, Oto Niemeyer e Werner Molembruck, que estão em Tapera analisando as condições locais e a possibilidade de produzir aqui este tipo de energia.

Na sexta-feira (30), Gregory e os três alemães fizeram uma visita ao prefeito Ireneu Orth, oportunidade em que expuseram a ideia de implantar um empreendimento nestes moldes no Município. No Rio Grande do Sul, sob este enfoque, este seria o primeiro projeto.

O projeto está na fase de estudo da viabilidade econômica, alternativas de matéria prima a serem usadas considerando as disponibilidades no município/região.

O QUE É – Cientificamente, biodigestão é o nome atribuído ao processo de transformação/decomposição ou degradação de substâncias orgânicas, sejam elas de origem animal ou vegetal, realizada por seres vivos – as bactérias.

O princípio de funcionamento de um biodigestor é bastante simples. Trata-se basicamente de uma câmara fechada onde os resíduos orgânicos, são fermentados anaerobicamente (sem a presença de oxigênio); neste processo há produção de biogás constituído de vários gases dos quais em maior abundância e importância está o metano (CH4); além do biogás, resulta da fermentação um biofertilizante de excelentes caraterísticas e uso agronômico com redução de volume e livre de odores.

(Assessoria de Imprensa – Prefeitura de Tapera)

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