Eficácia da Coronavac não é a ideal, mas aceitável, diz especialista

A CoronaVac registrou 50,38% de eficácia global nos testes realizados no Brasil, informou nesta semana o Instituto Butantan, que desenvolve a vacina contra a Covid-19 em parceria com o laboratório chinês Sinovac. O anúncio ocorreu em coletiva de imprensa em São Paulo.

O índice de eficácia global aponta a capacidade do imunizante de proteger em todos os casos – sejam eles leves, moderados ou graves. O número mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e também pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é de 50%.

Conforme a proprietária-responsável pela Clínica Cia da Vacina, Alessandra Dull, a eficácia da vacina do Instituto Butantan não é a ideal, mas aceitável. De acordo com ela, quando a produção das vacinas iniciou ficou estabelecido que a eficácia precisaria ter mais de 50% para ser aprovada, portanto deve ser licenciada pela Anvisa.

Alessandra destaca que, por conta do momento que estamos vivendo é importante que as pessoas busquem a imunização. Atualmente não temos nada para evitar a contaminação, portanto se conseguirmos diminuir pela metade a circulação do vírus, isso já seria fundamental.

Eficácia Coronavac
Conforme a especialista, a Coronavac tem eficácia menor que as demais vacinas para outras doenças. O imunizante da gripe, por exemplo, é 90% eficaz. Mesmo assim a profissional destaca que a Coronavac é importante para amenizar a situação atual.

A vacinação não deve garantir uma volta ao normal, avalia Alessandra. Por ter uma eficácia baixa, garantindo apenas 50% imunes, os cuidados vão ter que continuar.

Sobre o tempo de estudo e comercialização da Coronavac, Alessandra explica que as doses possuem o vírus inativo, ou seja, essa é uma tecnologia conhecida. Por isso, os estudos foram rápido e as vacinas estão prontas para serem aplicadas. Ela destaca ainda a facilidade de transporte e armazenamento da Coronavac, tornando mais rápida a imunização em todo o país.

Rádio Uirapuru

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