Custo de produção motivou saída da Ford, avalia Fenabrave

A Ford anunciou na última segunda-feira que vai encerrar a fabricação de veículos no Brasil. Muito antes disso a companhia já havia informado que pararia de produzir carros de passeio no mundo e focaria em caminhonetes e SUV’s. Há poucos dias a Mercedes, que é uma categoria Premium de veículos, informou também que deixaria o país. Mas o que representa esse fechamento da Ford, que até onde se vê, é um sucesso de vendas? Conforme Renato Belotti, que representa a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores-FENABRAVE, a situação é ampla.

Explicou que, antes de 2014, as montadoras identificaram um grande mercado na venda de veículos no Brasil. Enquanto Estados Unidos e Europa possuem 1 habitante para cada veículo, o Brasil tinha 11 habitantes para cada veículo, representando um volume de veículos muito menor. Também em 2014 a aposta no crescimento do Brasil era gigantesca e isso atraiu diversas montadoras, somando 17 empresas diferentes. Isso só acontece no Brasil, conforme Belotti. No entanto, o que se viu depois de 2015 foi que o mercado nacional mergulhou em uma crise que se refletiu no setor automotivo.

Belotti explicou que a saída da Ford do Brasil se deve ao alto custo de produção e empresarial. O Brasil, segundo ele, tem leis trabalhistas desatualizadas, alta taxa de impostos, alto custo de energia e materiais, o que faz o país perder em relação a outros próximos. A prova disso está que a Ford vai permanecer na Argentina, que economicamente é inferior, mas que tem atrativos financeiros e de produção que o país não tem. Para Belotti mais montadoras devem sair do Brasil em breve pela mesmo motivo.

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