(Cruz Alta) – Itaquara: conheça um pouco mais do município onde a Unicruz participa do Projeto Rondon

Itaquara é uma pequena cidade baiana localizada no Vale do Jiquiriçá. O termo Itaquara significa pedra oca ou gruta. A cidade é cortada por um rio e uma rodovia que correm de forma paralela. O tráfego na rodovia é intenso e liga Itaquara ao mundo moderno. Em época de seca, o rio Casca é apenas um fio d’água, mas em dias de chuva transborda rapidamente e alaga as ruas mais baixas da cidade. A vegetação típica da região é baixa, resistente e de aspecto rústico, adaptada ao ambiente.

O município foi fundado por tropeiros que cruzavam pela Estrada Real, antiga ligação entre o norte de Minas e o litoral da Bahia. Em 1913, foi instalada na cidade uma estação da Estrada de Ferro Nazaré que ajudou a trazer progresso para o local. Desde 1968, a ferrovia encontra-se desativada, mas até os dias de hoje a população sonha com o seu retorno para retomar o desenvolvimento da cidade.

Em Itaquara, a vida começa cedo. Antes das oito horas da manhã, as ruas já estão movimentadas. O comércio é simples, mas intenso. O maior evento da cidade é a feira de frutas e artesanato que atrai a população urbana e rural até o centro do município.

A sensação em Itaquara é de que o tempo passa devagar. As pessoas reúnem-se nas ruas centrais da cidade, próximas à feira. As novidades municipais são discutidas em plena luz do dia no famoso “pau da preguiça”, uma árvore isolada em um canteiro no cruzamento principal. A cidade não possui jornal e todos os acontecimentos circulam rapidamente, no boca-a-boca. Os moradores de Itaquara são extremamente críticos em relação à política e à falta de investimentos na cidade.

As ruas centrais são calçadas e bem cuidadas, com as árvores podadas e os meios-fios pintados. As praças são arrumadas e conservadas. Muitas pessoas trabalham no paisagismo das ruas principais, uma vez que a prefeitura é a maior empregadora da cidade. As ruas afastadas do centro são de barro batido. A arquitetura das casas é antiga, com o teto baixo, um pouco mais alto do que uma pessoa em pé e coladas umas às outras. Como é típico no nordeste, muitas combinações de cores são utilizadas na pintura de paredes, janelas e portas. É bastante comum o cultivo de um jardim florido em frente às casas, contrastando com a secura do solo.

Mesmo com as secas contantes e as demais dificuldades enfrentadas no interior da Bahia, as pessoas são alegres e receptivas. Apesar de toda a simplicidade do lugar em que vivem, demonstram muita esperança e vontade de mudar de vida. O contato com o rondonistas é intenso e enriquecedor. A melhor definição para Itaquara é como “um lugar no qual é possível sentir-se em casa”.

Texto e fotos de Diego Dill, rondonista e professor do curso de Jornalismo da Unicruz.

(Assessoria de Imprensa – Unicruz)

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