CRUZ ALTA – CAPSi será inaugurado na segunda quinzena de novembro

Atendimento iniciou dia 15 de agosto

O Centro de Atenção Psicossocial Infância e Adolescência (CAPSi) de Cruz Alta está em processo de adequação, mas o atendimento à população já iniciou em 15 de agosto deste ano. De acordo com o prefeito Juliano da Silva e a secretária de Saúde, Daniela Fernandez, o CAPSi será inaugurado oficialmente na segunda quinzena de novembro e é um serviço de atenção diária para atendimento de crianças e adolescentes gravemente comprometidos psiquicamente. Incluem-se nesta categoria, os portadores de autismo, psicoses, neuroses graves e todos aqueles que, por condição psíquica, estão impossibilitados de manter ou estabelecer laços sociais.

– A experiência acumulada em serviços que já funcionavam segundo a lógica da atenção diária indica que ampliam-se as possibilidades de tratamento para crianças e adolescentes quando o atendimento tem início o mais cedo possível, devendo, portanto, os CAPSi estabelecer as parcerias necessárias com a rede de saúde, educação e assistência social ligadas ao cuidado da população infanto-juvenil – explica a assistente social, Carine da Costa.

Ela esclarece também, que o CAPSi atende demandas espontâneas e encaminhadas pela rede de educação, assistência social e saúde, além de Conselho Tutelar e do Judiciário. Entre os serviços estão as terapias individuais, a grupoterapia, a ludoterapia e o atendimento às famílias também de forma individual e de grupo.

O CAPSi é formado por psiquiatra infantil, assistente social, cinco psicólogas, recepcionista e atendente de serviços gerais. Entre as principais ações de tratamento estão orientar as famílias a conviver com as situações singulares para entender a criança e desenvolver nela, todas as potencialidades para uma vida social e comunitária saudável.

Demanda de atendimentos
A perspectiva de atendimento de crianças e adolescentes deva ser feito no momento da crise para que haja a socialização, pois, grande parte dos atendimentos, até por ser um serviço novo no município, tem origem em questões não patológicas, por exemplo, a automutilação de adolescente na faixa etária dos 12 aos 17 anos. A questão tem sido analisada pela equipe de saúde, pois é muito preocupante e se refere a uma questão comportamental e emocional que pode se tornar muito grave. Além disso, o CAPSi atende casos de déficit de atenção e de aprendizagem.

Hoje o CAPSi possui uma demanda 500 crianças de adolescentes em atendimento. Em geral, as atividades desenvolvidas são as mesmas oferecidas dos demais CAPS, como atendimento individual, atendimento grupal, atendimento familiar, visitas domiciliares, atividades de inserção social, oficinas terapêuticas, atividades socioculturais, esportivas e atividades externas.

Atendimento
O CAPSi está localizado na Avenida General Osório, 1323, e o atendimento acontece das 8h ao meio dia e das 13h30min às 17h30min de segunda a sexta-feira. O CAPSi não integrou o turno único adotado pelo serviço público municipal. Em tese o serviço do CAPSi é para crianças e adolescentes dos três anos aos 17 anos, mas isso não impede que o atendimento a menores de três anos, caso necessário.

A assistente social, Carine da Costa esclarece que as psicoses da infância e o autismo infantil são condições clínicas para as quais não se conhece uma causa isolada que possa ser responsabilizada por sua ocorrência. Apesar disso, a experiência permite indicar algumas situações que favorecem as possibilidades de melhora, principalmente quando o atendimento tem início o mais cedo possível, observando-se as seguintes condições:

– O tratamento tem mais possibilidade de sucesso quando a criança ou adolescente é mantido em seu ambiente doméstico e familiar.
– As famílias devem fazer parte integrante do tratamento, quando possível, pois observa-se maior dificuldade de melhora quando se trata a criança ou adolescente isoladamente.

– O tratamento deve ter sempre estratégias e objetivos múltiplos, preocupando-se com a atenção integral a essas crianças e adolescentes, o que envolve ações não somente no âmbito da clínica, mas também ações intersetoriais. É preciso envolver-se com as questões familiares, afetivas, comunitárias, com a justiça, a educação, a saúde, a assistência, a moradia, etc. A melhoria das condições gerais dos ambientes onde vivem as crianças e os adolescentes tem sido associada a uma melhor evolução clínica para alguns casos.

– As equipes técnicas devem atuar sempre de forma interdisciplinar, permitindo um enfoque ampliado dos problemas, recomendando-se a participação de médicos com experiência no atendimento infantil, psicólogos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, assistentes sociais, para formar uma equipe mínima de trabalho. A experiência de trabalho com famílias também deve fazer parte da formação de equipe.

– Deve-se ter em mente que no tratamento dessas crianças e adolescentes, mesmo quando não é possível trabalhar com a hipótese de remissão total do problema, a obtenção de progressos no nível de desenvolvimento, em qualquer aspecto da sua vida mental, pode significar melhora importante nas condições de vida para eles e suas famílias.

– A atividades de inclusão social em geral e escolar em particular devem ser parte integrante dos projetos terapêuticos.

(Assessoria de Comunicação e Cerimonial da Prefeitura de Cruz Alta)

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