Coprel contabiliza as perdas causadas pelo temporal: 2 milhões e meio de reais na recuperação do sistema elétrico

O temporal que atingiu a região na noite de 18 de setembro devastou plantações, destelhou residências e destruiu propriedades. E para as redes de distribuição, não foi diferente: os ventos de mais de 120 km/h que varreram mais de 30 municípios da região derrubaram quilômetros de redes. O temporal iniciou por volta das 21h, em uma faixa constante de 25 a 30 quilômetros de largura, de oeste para leste, percorrendo dezenas de municípios.

Para a Coprel, foi o pior temporal dos 44 anos de existência da cooperativa. Recordes nos números de postes danificados e de ocorrências de falta de energia a serem resolvidas mobilizaram toda a equipe de colaboradores da Coprel e até de outras cooperativas de eletrificação, que enviaram equipes para auxiliar nos trabalhos de reconstrução das redes, devido à gravidade da situação.

Na semana posterior à catástrofe, a Coprel contabilizou as perdas financeiras decorrentes do temporal, chegando ao montante de 2 milhões e meio de reais. Este valor inclui os materiais utilizados (postes, isoladores), e também com as equipes e pessoal que trabalharam para o restabelecimento do sistema elétrico. O prejuízo é grande, no entanto, o presidente da cooperativa reforça que o mais importante foi a segurança dos cooperantes e colaboradores, pois mesmo com a gravidade da situação, não ocorreram acidentes. “Os danos serão recuperados, e as perdas financeiras nada representam perto das vidas que preservamos”, ressalta Jânio Vital Stefanello.

Números:
Em função do temporal, 10 mil cooperantes ficaram sem energia elétrica. A amplitude dos estragos surpreendeu a todos: conforme o trabalho de reconstrução das redes avançava, as equipes se deparavam com mais postes danificados. Foram contabilizados 876 postes caídos, destes mais de 80% de concreto. Acompanhando as fortes rajadas de vento, vieram as descargas elétricas, responsáveis por 43 transformadores queimados.

524 pessoas se envolveram diretamente para o restabelecimento da energia. Deste total, 442 colaboradores para o trabalho a campo, somados a mais 82 pessoas, entre atendentes do Discoprel e operadores do COD.

72 equipes de campo executaram os trabalhos – equipes da Coprel, contratadas e de outras cooperativas de eletrificação (Cermissões, Certaja, Certel, Certhil, Creluz e da empresa HCC) que deslocaram colaboradores e viaturas pesadas para a substituição de postes.

O Discoprel – atendimento 24 horas da Coprel, recebeu mais de 20456 ligações até o final do dia 23/09. Destas, 1922 foram comunicações de defeitos na rede com risco de vida (como poste caído, cabo rompido ou árvores sobre a rede).

A quantidade de redes reconstruídas a partir dos 876 postes que tiveram que ser replantados equivale à construção de 84 km de redes novas – tudo isso feito com condições adversas como acesso dificultado, além da responsabilidade de executar o trabalho, com segurança, o mais rápido possível para restabelecer a energia aos cooperantes.

Para se ter uma noção do estrago, somente em Ibirubá, nas localidades de São Carlos, Fazenda Itaíba, Emboscada, São Lucas, Pinheirinho, Alfredo Brenner, Boa Vista, Vila Seca e São Sebastião, foram 304 postes caídos. Em Panambi, em apenas duas localidades (Belizário e Porongos) caíram 139 postes. Na localidade de Cedrinho, em Pejuçara, foram danificados 52 postes. Outras localidades bastante atingidas foram Nova Trípoli e Arroio das Almas, em Colorado, onde caíram 32 postes; e Bela Vista, Espumoso, em que o número de postes caídos chegou a 27.

Os municípios mais atingidos na área da Coprel foram os seguintes: Ibirubá, Pejuçara, Panambi, Cruz Alta, Santa Bárbara do Sul, Saldanha Marinho, Espumoso, Alto Alegre, Campos Borges, Jacuizinho, Tapera, Selbach, Colorado, Tio Hugo, Ernestina, Marau, Passo Fundo, Soledade, Ibirapuitã e Não-Me-Toque.

O trabalho:
Ocorrências de risco de vida foram priorizadas no atendimento, visando garantir a segurança das pessoas e dos colaboradores que trabalharam no local. As redes troncais (que atendem maior número de cooperantes) também foram priorizadas. Após, as equipes concentraram-se na reconstrução de ramais – redes estas que não podem ser energizados enquanto ainda existem defeitos nas redes troncais.

A avaliação da presidência em relação aos estragos é de que este temporal serve também como preparação e experiência. “Este é mais um aprendizado, de tantos que já tivemos, e mais uma preparação para dificuldades futuras. Um momento para pensarmos em alternativas conjuntas com nossos cooperantes para evitarmos perdas em situações como a ocorrida. Uma situação que nos provoca a iluminar nossa mente com boas ideias na busca de alternativas para esses momentos de maior dificuldade”, destaca o presidente Jânio Vital Stefanello. Neste sentido, os gestores, e os conselheiros da Coprel estão se reunindo na busca de soluções conjuntas com os cooperantes para momentos como este. “Tanto os cooperantes, como os próprios colaboradores da Coprel, estavam acostumados a restabelecer o sistema elétrico no mesmo dia, mesmo em caso de temporais. O acontecido nos abalou, mas agora, após avaliarmos a dimensão dos estragos e o trabalho das equipes no restabelecimento da energia, percebemos que foi um trabalho excepcional. Nossos colaboradores, e os colaboradores de outras cooperativas de eletrificação que nos auxiliaram estão de parabéns. E só temos a agradecer aos cooperantes, por compreenderem a delicadeza do momento pelo qual passamos, e o mais importante: continuar confiando na Coprel”. Confiança esta que se percebe inclusive na preparação financeira da cooperativa. “A Coprel tem um corpo técnico preparado, é forte e estabelecida economicamente, e com recursos próprios, irá arcar com todas as despesas decorrentes dos danos do temporal – prosseguindo com os investimentos projetados para o período. Esta força demonstra o sólido sistema de gestão da cooperativa e seu compromisso com o desenvolvimento do meio rural”, finaliza o presidente.

(Assessoria de Imprensa – Coprel)

Compartilhe: