Confiança cresce entre empresários

A esperança dos profissionais de finanças é que a nova gestão Dilma conduza o País à retomada da economia

Executivos e empresários estão na expectativa com relação à escolha, por parte da presidente Dilma Rousseff, do novo ministro da Fazenda, como forma de acalmar o mercado brasileiro e consequentemente o Brasil voltar a crescer.

Muitos defendem o perfil de um empresário ou de um economista que traga a questão das metas de desempenho na área pública que gere um efeito positivo no setor privado. Os investimentos privados vão continuar e a expectativa é de que o novo governo Dilma Rousseff supere as divergências políticas e econômicas e conduza o país a uma retomada de crescimento. Essa pelo menos é a expectativa das empresas associadas ao Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF) regional Campinas.

Para a presidente do IBEF Campinas, Gislaine Heitmann, as empresas vão continuar investindo. “As empresas vão continuar com o investimento em todos os setores, na indústria, no varejo e até no terceiro setor. Todos acompanham gradativamente um acompanhamento entre os outros setores e eles para poderem crescer também”, diz.

O diretor presidente da Cybelar, Ubirajara Pasquotto, disse que a expectativa do varejo com relação ao próximo governo de Dilma Rousseff é muito positiva. Segundo ele o varejo teve a oportunidade graças ao aumento do poder aquisitivo de grande parte da população brasileira de crescer nos últimos 10 anos o dobro do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). “Isso foi possível graças à migração de alguns milhões de pessoas que vieram da classe C para a classe B e da classe D para a classe C, ou seja, que ganharam poder de consumo. Isso foi extremamente benéfico para o varejo. Esse movimento eu acredito que ainda vai continuar e particularmente nos próximos anos porque nós não vamos deixar de ter crescimento na economia.

Eu acho que a gente vai ter um crescimento menor e o movimento de migração do pessoal de baixa renda para uma renda melhor ele vai continuar numa velocidade menor, mas vai continuar”, declarou Pasquotto.

O presidente da John Deere Brasil, Paulo Renato Herrmann, disse que a empresa investiu nos últimos dois anos em sua sede administrativa brasileira na cidade de Indaiatuba cerca de US$ 250 milhões e a empresa continua investindo e acreditando no Brasil. “Nós inauguramos o Centro de Distribuição de Peças ao lado do aeroporto de Viracopos em 2010 e agora estamos ampliando e duplicando o tamanho dele. Essa questão de investimentos uma vez que o mercado agrícola continua se desenvolvendo como é a nossa expectativa ele vai automaticamente continuar”, afirmou.

DCI – Diário do Comércio & Indústria

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