Com Maria, somos cristãos

Do dia 01 a 09 de outubro, nossa Diocese de Cruz Alta, estará conectada à novena preparatória à 70ª Romaria ao Santuário Diocesano Nossa Senhora de Fátima, em Cruz Alta. O tema escolhido foi o da “mãe”, com o sentido da presença da mãe que sempre acompanha os seus filhos, na alegria e na tristeza. Por isso, o tema escolhido foi Maria, mãe entre todos. A todos é pedido que se façam orações, de gratidão e de súplicas, àquela que é nossa “mãe”. A mensagem da “mãe” está muito presente na Escritura. Basta ver os muitos episódios da presença da “mãe” com os discípulos. Na Escritura, bem representado no desenho da pintura em frente ao altar da nossa Catedral, estão os discípulos, cada um com sua bíblia, e Maria, a mãe, entre os doze, envolta numa atitude de oração. Isto representa os discípulos, Atos dos Apóstolos, “todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos” (At 1,14). Nós temos certeza que vivemos com Maria e ela vive conosco sempre, sendo nossa mãe, nunca tirando o lugar do Cristo.

Para que possamos viver melhor o tema de cada ano, é sempre proposta uma versão das diversas formas de venerarmos a Virgem Maria. Na primeira noite, Maria, a serva do Senhor. Tudo inicia na serva daquela que não sabia o que Deus pedia dela. Atônita, Maria responde: “Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). Neste encontro inicia o caminho de Maria como aquela que se fez serva do Senhor. Na segunda noite, Maria, a esposa de José. O sim de Maria se completa com o “sim” de José. Ele, homem de fé e testemunho humano, não queria fazer mal a Maria, que a amava tanto. Então, “o despertar do sono, José fez o que o anjo do Senhor lhe havida ordenado e acolheu sua mulher” (Mt 1,24). Na terceira noite, Maria, a bem-aventurada. Por ser uma mulher de fé, sua prima Santa Isabel a chamou de bem-aventurada. “Bem-aventurada aquela que acreditou, porque se cumprirá o que lhe foi dito da parte do Senhor” (Lc 1,45). Feliz é Maria, porque foi sua fé que lhe ensinou a guardar o que lhe disse o Senhor.

Na quarta noite, Maria, acolhedora da vida. Não havia lugar para eles na hospedaria, dizem os textos bíblicos. Maria, no entanto, guardou-o, cuidou dele, olhou para ele com amor materno. Ela acolheu a vida que veio. “Ela deu à luz o seu filho, o primogênito” (Lc 1,7). Na quinta noite, Maria, atenta à Palavra. A espiritualidade de Maria estava firme, sólida, na Palavra. Onde está nossa Bíblia? “Depois de cumprirem tudo conforme a Lei do Senhor, eles voltaram para a Galileia, à sua cidade de Nazaré” (Lc 2,39). Na sexta noite, Maria é mãe educadora. Maria e José, viveram todos os acontecimentos da educação familiar. O exemplo de Jerusalém, onde Jesus se encontra com os doutores da lei, é típico: “Filho, por que agiste assim conosco? Olha, teu pai e eu andávamos angustiados a tua procura?” (Lc 2,48). Na sétima noite, Maria, mãe e intercessora. Maria vê, se interessa e está presente. Ela está muito atenta e diz: “Faltando vinho, a mãe de Jesus lhe respondeu: ‘Eles não têm mais vinho’” (Jo 2,3). No final, o mestre diz: “Tu guardaste o vinho bom até agora” (Jo 2,10). Na oitava noite, Maria, discípula do Senhor. “A minha alma engrandece o Senhor” (Lc 1,46). Ela se coloca no seu lugar, como uma discípula, fiel na sua missão. Compreende que seu ser e sua missão é fazer a vontade de Deus. Na nona noite, Maria, mãe da Igreja. Ela foi e será sempre na Igreja nossa mãe. “Depois disse ao discípulo: ‘Eis tua mãe’” (Jo 19,27). Ela é nossa mãe!

Dom Adelar Baruffi – Bispo Diocesano de Cruz Alta

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