Clima frustra safra de trigo

NÃO ME TOQUE – Colher média de 60 sacas de trigo por hectare. Essa era a expectativa do agricultor Valdir Ahlert, de Carazinho, antes da geada de 26 de setembro, que provocou grandes danos na maioria das lavouras da região.

Em uma das áreas, no entanto, ele colheu 35 sacos por hectare e na outra, 23 sacos. “E a área que deve ser a de pior resultado ainda estou colhendo”, lamenta, contando que plantou 70 sacos de trigo nesta safra e tinha a lavoura segurada com empresa privada.

A situação se repete em praticamente toda a área de abrangência da Cotrijal. Conforme o gerente de Produção Vegetal da cooperativa, Gelson Melo de Lima, com cerca de 80% da colheita concluída, o rendimento está pior do que se imaginava inicialmente. “A geada e a chuva acompanhada de vento que se seguiu depois do dia 26 de setembro foram os principais problemas”, informa. “Estamos segregando o recebimento para depois avaliar o impacto na qualidade”.

O produtor João Ilário Nienow, de Não-Me-Toque, também esperava colher mais. Mas teve uma área de 9 hectares, não atingida com tanta intensidade pela geada, com resultado um pouco melhor. Colheu 45 sacas por hectare e o trigo apresentou PH 78, considerado bom pela indústria. Na área restante de 25 hectares, no entanto, o rendimento é de apenas 8 sacas por hectare. “Ainda bem que tinha financiado parte da lavoura e consegui acionar o Proagro”, pondera.

(Assessoria de Imprensa – Cotrijal)

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