Certificação de zona livre da aftosa no RS deve abrir novos mercados para exportação de carne suína

Conforme o presidente da Associação de Criadores de Suínos do RS, Valdecir Luís Folador, a certificação poderia colocar novos mercados na lista das empresas exportadoras de carne no Estado. Japão, Estados Unidos e Chile, são alguns exemplos.

A expectativa pela certificação internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação para o Rio Grande do Sul pode abrir novos mercados para exportação de carne suína. Atualmente, apenas Santa Catarina possui a certificação e lidera o mercado no Brasil. O novo status, buscado por Rio Grande do Sul e Paraná, deve ser confirmado em maio pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Conforme o presidente da Associação de Criadores de Suínos do RS, Valdecir Luís Folador, a certificação poderia colocar novos mercados na lista das empresas exportadoras de carne no Estado. Japão, Estados Unidos e Chile, são alguns exemplos de países que pedem a certificação de zona libre de febre aftosa para importar cortes de suínos.

Maior exportador do país, Santa Catarina fechou o ano passado com receita recorde de US$ 1,2 bilhão, alta de 35,3% sobre 2019, e 523,3 mil toneladas, avanço de 25,6%, de carne suína embarcadas. Conforme Folador, o Rio Grande do Sul ocupa a segunda posição entre os Estados exportadores. Teve no ano passado faturamento de US$ 629 milhões e volume embarcado de 261 mil toneladas.

De acordo com o presidente, o ano passado foi de recorde de exportação para o setor. O criador avalia que a certificação de zona livre vai beneficiar o setor e aumentar ainda mais as vendas para fora do país. Ele afirma que a nova classificação colocaria a carne suína gaúcha “no topo da prateleira”.

Folador ressalta o parque industrial na área da suinocultura no Rio Grande do Sul. São inúmeros frigoríficos e cooperativas que abatem milhares de suínos todos os dias e a grande maioria exportam produtos. A certificação vai facilitar ainda mais a exportação e poderá credenciar outros frigoríficos para começar a vender carne para fora.

Além disso, os abates devem aumentar trazendo mais renda e geração de empregos para o Estado. Em relação aos criadores de suíno, Folador garante que o mercado é favorável e vale a pena investir no ramo.

Sobre os preços da carne de suíno, o presidente avalia que devem seguir nos patamares atuais. Isso porque o custo de criação está alto e acaba sendo repassado ao consumidor final.

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