Câncer de cabeça e pescoço é um dos mais incidentes no Brasil

Postado em 30 julho 2019 06:02 por JEAcontece
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Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço ocorreu no dia 27 de julho

O tabagismo e o álcool são os principais fatores de risco para o câncer de cabeça e pescoço. Esse câncer engloba, principalmente, a boca, a língua, a orofaringe, a rinofaringe, a laringe, tireoide, os seios da fase, entre outras regiões. É um dos tumores mais incidentes na população brasileira. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima somente para o câncer de boca (lábio e cavidade oral) e de laringe 22,3 mil novos casos por ano e 10,3 mil mortes por ano.

A incidência do câncer de cabeça e pescoço é muito mais predominante nos homens. Dos 14,7 mil casos de câncer de boca, 11,2 mil são na população masculina. E no câncer de laringe, a situação não é diferente. Dos 7,6 mil casos, 6,3 acometem os homens. “O Brasil é um dos países com maior incidência de carcinoma de cabeça e pescoço. É uma doença com predominância no sexo masculino. São mais de 22 mil novos casos por ano, sendo 17,5 mil em homens”, comenta o oncologista clínico do Centro de Tratamento do Câncer (CTCAN), Dr. Alex Seidel.

O termo “câncer de cabeça e pescoço” se refere aos canceres do trato aerodigestivo superior. “São os carcinomas da boca, orofaringe, hipofaringe, laringe e nasofaringe, tumores de tireoide, lábios, pele, glândulas salivares e seios da face, por exemplo”, explica o oncologista do CTCAN.

Fatores de risco
A maior forma de prevenção deste câncer é evitar a ingestão de bebidas alcoólicas, o cigarro e realizar a vacina contra o Papilomavírus (HPV). Além de identificar tais fatores, cessar o vício dos pacientes é essencial para o tratamento e cura da doença. “Isso é importante, pois há menor resposta à radioterapia (RT) nos pacientes tabagistas, e o estímulo permanente do cigarro no epitélio já comprometido (a chamada cancerização de campo) aumenta significativamente a chance de segunda neoplasia”, enfatiza Seidel.

O HPV é um importante fator de risco nos casos de tumores de base de língua e amígdalas. “A infecção pelo HPV se dá principalmente por meio do sexo oral. Estudos recentes demonstram que a vacinação contra o HPV (em meninas e meninos) diminui significativamente o risco de infecção e provavelmente diminuirá a incidência desses tumores a longo prazo”, destaca o oncologista.

Sintomas e tratamento
Os principais sintomas são: dores locais nos ouvidos ou pescoço, dores circunstanciais ao engolir, rouquidão na fala, tom de voz anormal ou dificuldade na fala, secura ou dor na garganta ao engolir, aumento dos gânglios linfáticos ou nódulo no pescoço. Também é comum: afta, anormalidade no paladar, perda de peso ou sangramento. Quanto antes diagnosticado, maiores as chances de cura. “O diagnóstico precoce e o rápido início do tratamento são fundamentais para a cura do câncer de cabeça e pescoço. Um dos principais problemas para o tratamento é o diagnóstico tardio, que ocorre em 60% dos casos, deixando sequelas no paciente”, observa Seidel.

Alguns fatores podem ser decisivos na escolha do tipo de tratamento, como o estado geral de saúde, estadiamento da doença, localização exata da doença, idade do paciente, além de outras considerações pessoais. “As principais opções de tratamento podem incluir radioterapia, cirurgia, quimioterapia, terapia alvo. Em muitos casos, mais de um desses tratamentos ou uma combinação deles podem ser utilizados. Nos últimos tempos estudos com imunoterapia vem demostrando resultados promissores no combate a este tipo de câncer”, salienta o oncologista do CTCAN.

Natália Fávero – Assessoria de Imprensa CTCAN

Postado em 30 julho 2019 06:02 por JEAcontece
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