Brasil volta a crescer, afirma Tombini

Depois de crescer apenas 0,5% e 1,6% nos primeiro e segundo trimestres, o Brasil dá sinais de um ritmo de atividade econômica mais intenso neste segundo semestre de 2012 e em 2013. A avaliação foi feita pelo presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, em prestação de contas a deputados e senadores sobre as políticas monetária, creditícia e cambial, em cumprimento à Lei de Responsabilidade Fiscal (101/2000).

A previsão do mercado, citada pelo presidente do Banco Central com base na pesquisa Focus de 16 de novembro, é de um crescimento de 4% no segundo semestre deste ano e também de 4% em 2013. Essas estimativas, na avaliação de Tombini, estão sustentadas pelas safras recordes de grãos previstas para 2012 e 2013, pela expansão do setor de serviços e pela presença de fatores de sustentação da demanda, como emprego, renda e crédito. A indústria, acrescentou, dá “sinais moderados” de crescimento.

Segundo Tombini, contribui para esse resultado um conjunto de estímulos introduzidos na economia brasileira desde agosto de 2011, como redução da taxa básica de juros, melhoria da liquidez do sistema financeira, condições mais favoráveis de financiamento para famílias e empresas e incentivos fiscais e tributários para determinados setores econômicos.

Mas a demanda doméstica, de acordo com o presidente do BC, mantém-se como principal sustentação do crescimento. Os fatores que mantêm a demanda elevada, conforme Tombini, são: taxa de desemprego em nível historicamente baixo, geração de empregos formais na economia, renda real do trabalhador em ascensão e crédito em crescimento.

O presidente do Banco Central disse que a inflação está sob controle, convergindo para o centro da meta de 4,5%. Segundo ele, vários fatores contribuem para o declínio dos índices, como a queda dos preços agrícolas no atacado, com reflexos para os consumidores ainda neste trimestre, além do ritmo moderado no crescimento dos salários e nos preços administrados.

O cenário brasileiro, conforme declarou o presidente do BC, diverge da previsão para a economia internacional, que tem perspectivas de baixo crescimento por um período prolongado. Para o próximo ano, a estimativa é de uma taxa de crescimento mundial de 2,2%.

A audiência foi presidida pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), presidente da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização. Participaram os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), presidente da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle.

Agência Senado

Compartilhe: