Brasil mantém “receita” para combater crise econômica, diz Dilma

A presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira que o Brasil não “alterou a receita” que fez o País sentir de forma mais branda os efeitos da crise econômica internacional. Segundo Dilma, o governo continua com a política de estímulo à produção, associada aos programas sociais. A presidente elencou a uma plateia de autoridades do governo, empresários e sociedade civil, reunidos no Palácio do Planalto para a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

“Nós não alteramos a receita que nos trouxe até aqui, que é o estímulo à produção, o crescimento e o fortalecimento das nossas políticas sociais”, disse a presidente. “É inadimissível que o País só olhe o PIB (Produto Interno Bruto – soma de todas as riquezas produzidas no País). Ele tem de olhar o PIB, mas ver o que faz às crianças e aos jovens”, acrescentou.

Dilma comparou o cenário econômico do ano passado até hoje. “Sabemos que hoje a crise afetou de forma muito profunda os Estados Unidos e de forma muito crônica a União Europeia. Nem mesmo os Brics (grupo emergente formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) ficaram de fora dos seus efeitos”, afirmou a presidente, que disse que o governo está “tomando um conjunto de medidas para fazer face a essa conjuntura”.

Infraestrutura
A presidente defendeu a interação de capital público e privado para construção de obras de infraestrutura. Segundo ela, é importante que haja redução de custo de energia e de logística para que o País esteja preparado para competir nos próximos anos. “Essa redução de custo é a única forma que poderemos enfrentar as décadas que virão”, disse.

Dilma anunciou ainda que o lançamento do plano para barateamento do custo da energia elétrica será na semana que vem e a programa de portos e aeroportos, em duas semanas. Há duas semanas, o governo abriu para investimento da iniciativa privada um pacote de R$ 133 bilhões para rodovias e ferrovias. “Não achamos que a competitividade é um fim em si, o fim é aumentar a qualidade de vida do brasileiro. (…) Vamos combinar concessão com obra pública, porque tem lugar que não vai ser possível fazer concessão”, afirmou.

A presidente disse que o modelo de parceria em aeroportos ainda está em estudo. Segundo fontes do governo, há cenários em que a Infraero seria sócia majoritária ou minoritária com grandes operadores internacionais. Hoje, uma comissão de ministros, comandada pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann começam por Frankfurt um giro pela Europa para apresentar o modelo a executivos de grande empresas do setor.

Terra

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