Aumento da chuva deve marcar inverno de 2012 no Rio Grande do Sul

ESPUMOSO – Na última sexta-feira (15), a Dupont, em parceria com a Cotriel, proporcionou para mais de 80 produtores da região uma palestra sobre Meteorologia, ministrada por Estael Sias, da MetSul Meteorologia, de São Leopoldo.

Segundo ela, o inverno, que iniciou na última quarta-feira (20), deve marcar importante transição das condições climáticas no Rio Grande do Sul.

A nova estação iniciou ainda com o Pacífico em condições de neutralidade (sem El Niño ou La Niña), mas a atmosfera em escala global ainda responde em parte ao cenário de La Niña do início do ano. Com o aquecimento das águas do Pacífico e a possibilidade das anomalias de temperatura da superfície do mar na região equatorial do oceano vir a atingir até patamar de El Niño durante a nova estação, o inverno deve ter variabilidade maior da temperatura e aumento na frequência e intensidade da chuva, conforme análise da MetSul Meteorologia.

Por isso, não se espera um inverno de frio intenso regular e constante, mas períodos amenos a quentes alternados com dias frios, e até gelados, como já se viu neste junho”, observou a meteorologista da MetSul Estael Sias.
De acordo com o prognóstico da MetSul, são esperados novos episódios de frio intenso, talvez não com a força do começo do mês, mas ainda assim fortes, apesar de pontuais. Anos com predomínio da chamada PDO (Oscilação Decadal do Pacífico) em valores negativos, como é o caso de 2012, por outro lado, têm maior probabilidade de eventos extremos de frio como o que se registrou poucos dias atrás. Invernos de transição climática, como o de 2010, têm ainda chance maior de eventos de neve.

Com o maior aquecimento do Pacífico esperado nos próximos três meses, crescerá ao longo da estação o risco de bloqueios atmosféricos, o que leva a períodos de temperatura amena ou alta. Se para julho são projetados alguns dias quentes, como é comum mesmo no inverno, em agosto e setembro poderão ser anotadas algumas jornadas com marcas nos termômetros muito altas para o inverno.

Quando este tipo de situação se faz presente no Estado é muito alto o risco de temporais fortes. A possibilidade de tempestades, aliás, deve se acentuar no decorrer da estação, mais na sua segunda metade (agosto e setembro), com potencial até de episódios isolados muito severos e destrutivos.

O inverno começou com partes do Estado ainda se ressentindo do déficit de chuva dos últimos meses, mas as precipitações seguem irregulares na sua distribuição no início da estação, antecipa a MetSul. “O aumento da chuva no território gaúcho neste mês, porém, é sinal que o padrão começa a mudar e que ao longo do inverno a instabilidade tende a se tornar mais regular e frequente, inclusive com risco de eventos de chuva excessiva com altos volumes em curtos períodos, superando a média de todo o mês em poucos dias em algumas localidades, o que pode resultar mesmo em cheias”, destaca a meteorologista Estael Sias. Uma das áreas que deve ter maior aumento no volume de chuva, na análise da MetSul, é a Metade Norte do Estado, acompanhando a tendência de chuva muito acima da média esperada para Santa Catarina e o Paraná.

(Assessoria de Imprensa – Cotriel)

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