Assaltantes explodem caixa eletrônico ao lado de posto da Brigada Militar em Tio Hugo

Um caixa eletrônico do Banco do Brasil foi alvo de criminosos nesta madrugada no município de Tio Hugo, no norte do Estado. De acordo com a Brigada Militar, o grupo usou artefatos explosivos nba ação e levou uma quantia em dinheiro não revelada. O crime aconteceu por volta da meia-noite.

A ousadia dos assaltantes ficou evidente na ação. A sala em que fica instalado o caixa eletrônico, é dividida apenas por uma parede com a sala da Brigada Militar na cidade. A potência dos explosivos acabou por danificar também a sala em que trabalham os policiais militares lotados na cidade. No momento em que ocorreu o assalto, ninguém estava no local.

Pessoas que moram no mesmo prédio ouviram a explosão durante a madrugada e chamaram a Polícia Civil e funcionários do banco em Victor Graeff, agência responsável pelo terminal instalado em Tio Hugo.

— A explosão aconteceu em cima do meu quarto, subi correndo e só vi fumaça. Um homem vestido de preto e com capuz segurava uma arma e me mandou sair para não levar um tiro na cabeça — conta a dona de casa Andrea Bettin, 41 anos, que mora no porão do prédio onde fica o caixa eletrônico.

Segundo testemunhas, seis homens foram vistos fugindo do local em três carros: um Opala, um Gol e um Tempra. O caixa eletrônico fica na Rua Rio de Janeiro, no centro da cidade. Até o momento ninguém foi preso.

As razões para o aumento de ataques com explosivos

Um em cada dois ataques a banco no Estado em 2012 foi executado com o uso de explosivo. A polícia acredita que três bandos sejam os responsáveis pelas 15 explosões. São quadrilhas formadas por gaúchos, que aprenderam a manusear as bananas de C3, utilizado geralmente por mineradoras.

O que está por trás da ofensiva que, embora seja menor do que nos vizinhos Santa Catarina e Paraná, é igualmente preocupante? Por que essa modalidade de ataque se tornou rotina em solo gaúcho? ZH ouviu delegados, oficiais da BM, representantes de bancos e seus funcionários. Das entrevistas, algumas delas sob a condição do anonimato, surge uma constatação: os ataques proliferam no esteio de uma combinação de cinco falhas. Entre elas, sistemas de segurança defasados, falta de efetivo policial e descontrole sobre explosivos.

Clicrbs

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